Comunicação

Falta de acordo sobre contrato de concessão da BR-101 revolta deputados


Marcelo Espinoza
11/03/2026 - 17h16min

Notícia repercutiu negativamente entre os deputados durante a sessão ordinária desta quarta (11)

Notícia repercutiu negativamente entre os deputados durante a sessão ordinária desta quarta (11)

FOTO: Daniel Conzi/Agência Alesc

A falta de um acordo para a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte, anunciada na terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), repercutiu na sessão ordinária da Alesc, na tarde desta quarta (11). A notícia revoltou os deputados que ocuparam a tribuna, em especial os parlamentares ligados às regiões Norte, Vale de Itajaí e Grande Florianópolis.

A repactuação do contrato é considerada essencial pelo setor produtivo catarinense para garantir obras que resolvam os problemas da rodovia, considerada um importante corredor logístico catarinense, com longas filas e níveis altíssimos de acidentes. Com a falta de acordo com a atual concessionária, os deputados alertaram que a situação da BR-101, que já é crítica, tende a se agravar, comprometendo a economia estadual.

“Fomos enganados”, afirmou o deputado Sérgio Guimarães (União). “O ministro [Renan Filho, dos Transportes] veio a Palhoça e anunciou o início das obras [do túnel do Morro dos Cavalos] em 12 meses. Caímos como um patinho. Não vai ter obra nem no trecho Norte, nem no Morro dos Cavalos”, disse o parlamentar, que atribuiu o fracasso no acordo também a questões ideológicas.

Dr. Vicente Caropreso (PSDB) concordou. “Vejo que a política que está sendo feita hoje em dia leva em conta esse tipo de coisa. A grande maioria dos deputados e dos senadores não vê a obra, mas vê a cor da obra, e isso é ruim para o estado. Os interesses do estado foram superados por questões ideológicas.”

Matheus Cadorin (Novo) disse que não faltou empenho dos catarinenses nas discussões sobre a repactuação do contrato da concessão. “Passaram a perna em Santa Catarina”, disse. “Quando o poder público escolhe a omissão diante uma rodovia […] ele também precisa assumir as responsabilidades pela consequência dessa decisão.”

Émerson Stein declarou que a notícia caiu como uma bomba. “Santa Catarina mais uma vez perde, e mais uma vez o governo federal decepciona nosso estado.”

Para Sargento Lima (PL), o fracasso nas negociações não se deve a questões revanchistas. “É pura ineficiência e pura incompetência”, afirmou. “Mas nós vamos nos vingar desse governo. Em 2027, vocês não estarão aí, é um voto de vingança por todo prejuízo causado ao catarinense.”

Mês da Mulher
Sargento Lima ocupou a tribuna para tratar do Mês da Mulher. Ele defendeu que investigações de casos de violência contra a mulher tenham da sociedade o mesmo empenho do caso do cão comunitário Orelha.

“Precisamos ter a preocupação de tratar bem os animais, mas quando vemos essa discrepância entre um assunto e outro, fico me questionando se a humanidade está no caminho certo”, disse.

O parlamentar também conclamou os homens a tratarem de forma respeitosa e educada as mulheres, principalmente as que têm mais de 60 anos, e criticou a defesa do aborto como um direito da mulher.

Marquito (Psol) lamentou os casos de violência registrados contra mulheres em Santa Catarina e no Brasil, como o estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro. O parlamentar também criticou o fato de mulheres que participavam de uma manifestação sobre a data em Florianópolis, do último domingo (8), terem sido atingidas por spray de pimenta disparado por agentes de segurança. “É inadmissível e grave. Eram agentes que estavam para garantir a segurança dessas mulheres”, comentou.

O deputado destacou a importância do Parlamento no enfrentamento da violência contra a mulher e citou projetos de sua autoria a respeito do assunto que tramitam na Alesc. “Precisamos educar homens e meninos para desmontar e desconstruir essa sociedade que reproduz tantas violências contra as mulheres”, completou.

Fapesc
Jessé Lopes (PL) criticou postagem em rede social feita por um vereador a respeito de uma operação da Polícia Civil realizada na Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Na publicação, conforme o deputado, o vereador relacionou o governador Jorginho Mello (PL) ao suposto esquema de “rachadinha” investigado pela polícia na fundação, que resultou num prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres do Estado.

“Foi a própria Fapesc que denunciou o caso à polícia, não tem nada a ver com o governador”, disse Jessé. “Esse vereador tem que lavar a boca com sabão para falar do governador Jorginho.”

Morango
Marcius Machado (PL) exibiu o vídeo produzido por uma produtora de morangos orgânicos de Curitibanos com críticas a portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária que estabelece, entre outras normas, tamanhos padrões para os frutos comercializados. O deputado promoveu se empenhar pela revogação da portaria. “É um ato de destruição e covardia com os produtores orgânicos.”

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