Saretta pede ação especial do governo para reduzir filas de cirurgias ortopédicas


25/02/2026 - 20h38min

Saretta pede ação especial do governo para reduzir filas de cirurgias ortopédicas

FOTO: Ana Quinto/Agência AL

O deputado Neodi Saretta (PT) destacou o volume de cirurgias realizadas em Santa Catarina com recursos próprios do Estado e também do Ministério da Saúde. Os números do relatório do terceiro quadrimestre de 2025 foram apresentados nesta terça-feira (24) na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (Alesc).

No entanto, Saretta, que preside a Comissão, alertou que o problema das filas, especialmente para as cirurgias de maior complexidade e na ortopedia, ainda preocupa e angustia milhares de catarinenses.

“O número de procedimentos aumentou, mas ainda temos muitos pacientes aguardando há muito tempo. A fila para cirurgias de joelho, quadril e ombro continua sendo um verdadeiro carma para a população”, afirmou.

Segundo ele, é fundamental que o governo implemente uma ação especial para acelerar esses procedimentos.

Ações judiciais
Outro ponto abordado pelo deputado Saretta foi a redução dos gastos com judicialização da saúde. De acordo com os dados apresentados na audiência, pela primeira vez houve diminuição na curva de despesas com ações, representando uma economia estimada em R$ 50 milhões no último ano.

Apesar de considerar o dado, o deputado fez uma ponderação de que é preciso avaliar as causas dessa redução.

“Se essa diminuição ocorre porque os procedimentos foram melhorados e se o Estado está fornecendo medicamentos e procedimentos antes que o paciente precise entrar na Justiça, isso é extremamente positivo. Agora, se isso acontece apenas pelo fato de que estão sendo deixados de fornecer medicamentos necessários, então estamos diante de uma economia feita às custas do não atendimento ao cidadão e isso não é saudável”, alertou.

Saretta defendeu que compras realizadas por meio de licitação podem gerar economia significativa em comparação com aquisições emergenciais determinadas por decisões judiciais. “Um medicamento que custa R$ 5 mil na farmácia pode sair por R$ 1.500 ou R$ 2 mil em uma grande licitação.”

O parlamentar reforçou que os recursos públicos são limitados e que é necessário estabelecer critérios e prioridades. No entanto, defendeu que o olhar do gestor não pode estar restrito apenas ao caixa do Estado.

“As políticas públicas devem priorizar o atendimento coletivo e não demandas particulares. Precisamos garantir que a economia não comprometa quem está na ponta, quem depende do atendimento”, disse.

Novas audiências
Saretta também destacou que a Comissão de Saúde da Alesc aprovou uma série de novas audiências públicas para 2026, com o objetivo de debater diferentes demandas da área em regiões do Estado.

Segundo ele, a iniciativa demonstra a atuação permanente da comissão na fiscalização das políticas públicas e no acompanhamento das necessidades dos pacientes catarinenses.

Juliana Wilke
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