Comunicação

Aldo Schneider renuncia e Antonio Aguiar é eleito vice-presidente da Assembleia


Vítor Santos
09/11/2016 - 19h19min

Parlamentares elegeram Antonio Aguiar 1º vice-presidente da Casa

Parlamentares elegeram Antonio Aguiar 1º vice-presidente da Casa

FOTO: Solon Soares/Agência AL

O deputado Aldo Schneider (PMDB) renunciou à vice-presidência da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (9) e no seu lugar foi eleito Antonio Aguiar (PMDB). A votação ocorreu durante a ordem do dia. Foram registrados 27 votos favoráveis, 13 ausências e nenhum voto contra ou abstenção. “Vou procurar honrar a responsabilidade e corresponder à expectativa”, declarou Aguiar, que agradeceu o apoio dos colegas, em especial da bancada do PMDB.

Neodi Saretta (PT) questionou a celeridade da escolha. “Acho que a gente foi surpreendido, ficamos sabendo uma hora atrás e já votamos, um pouco mais de calma e transparência ficaria melhor, mas voto sim”, afirmou o representante de Concórdia, que já presidiu a Casa. Gelson Merisio (PSD) ponderou que a renúncia é um ato unilateral. “Depois da renúncia ser lida no expediente a eleição é imediata, não há outra forma de ser feita”, justificou o presidente.

Suavidade de Trump tranquiliza deputados
O discurso suave de Donald Trump após a vitória na eleição americana tranquilizou deputados. “Foi só ganhar a eleição e fazer um discurso ameno que já trouxe um ar de que ele poderá ser uma pessoa diferente da campanha eleitoral”, avaliou Leonel Pavan (PSDB), referindo-se ao tom belicoso e politicamente incorreto do candidato do Partido Republicano à Casa Branca. “Vamos mudar tudo para ficar tudo como está”, completou Fernando Coruja.

Para o representante de Lages, apesar de conservador e intolerante em relação às minorias, Trump não fará um governo divorciado da tradição dos EUA. “As instituições americanas são mais fortes que as pessoas, é pouco provável que haja mudanças substanciais na política americana, ouso dizer que não vai acontecer nada diferente”, analisou Coruja, que comparou a aparente loucura de Hamlet, de Shakespeare, aos discursos exacerbados de Trump. “O homem é maluco? Instável? Evidentemente tem posicionamentos que não parecem razoáveis, mas posicionamentos em função da política, para receber apoio do eleitorado e teve sucesso. É loucura, mas tem método”, avaliou Coruja.

Ismael dos Santos (PSD) lembrou que a candidata democrata Hilary Clinton era ligada à Igreja Batista e Trump é membro da Igreja Evangélica Presbiteriana. “É outro cenário religioso”, informou Ismael, recomendando ao presidente eleito “juízo e seriedade”. Serafim Venzon (PSDB) também ressaltou a eleição americana e considerou o processo de escolha que culmina no colégio eleitoral, composto pelos delegados dos estados, “a maneira mais democrática que se tem quando todo mundo pode votar na eleição”.

Reforma política
Leonel Pavan ressaltou na tribuna a Proposta de Emenda à Constituição nº 36, de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB/MG) e Ricardo Ferraço (PSDB/ES), atualmente tramitando no Senado Federal. “Esta PEC precisa ser votada e traz duas questões fundamentais: o fim das coligações proporcionais e a cláusula de barreira”, revelou Pavan, acrescentando que a redução de partidos resultante dessa reforma política ainda é muito pouco diante dos desafios enfrentados pelo país.

Salários em dia
Manoel Mota (PMDB) fez uma defesa apaixonada do governo barriga-verde. “Nós trabalhamos muito, o governo tem projetos arrojados e vai virar o ano pagando os servidores em dia, pagando 13º, concluindo suas ações, é um estado que orgulha esse Parlamento e a população”, afirmou Mota.

Vereadores mirins
Cesar Valduga (PCdoB) elogiou o programa “vereadores mirins” da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. “Quero parabenizar a Escola do Legislativo, está estimulando nossos jovens e despertando neles a importância dos legislativos municipais”, declarou Valduga, que destacou as palestras oferecidas aos jovens vereadores.

José Milton Scheffer (PP) concordou com o colega. “É muito importante preparar as futuras lideranças que conduzirão os destinos dos municípios, do estado e do país, é fundamental que cada um tenha noção de como é composto o poder público, às vezes cobram do Judiciário o que é de responsabilidade do Executivo ou do Legislativo”, justificou o representante de Sombrio.

Mais dinheiro para a saúde
Serafim Venzon falou na tribuna sobre o aumento dos recursos para a saúde com a elevação do repasse de 12% para 15% da receita estadual. “Hoje vivemos mais e a longevidade maior acaba gerando custos”, estimou Venzon, que comparou os valores relativos gastos com saúde há 30 anos atrás com os valores atuais. “Hoje, apesar de gastar mais, o descontentamento é maior porque aumentaram as necessidades”, explicou Venzon.

José Milton Scheffer calculou que em 2017, com o aumento de 12% para 13%, os recursos da saúde acrescerão em R$ 100 milhões. Já em 2019, quando o alíquota atingir os 15%, esse valor deverá ultrapassar R$ 600 milhões. “Dinheiro para cirurgias, hospitais e para todas as atividades da saúde”, comemorou Scheffer.


 

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