Licitações Verdes
Incorporação de requisitos de sustentabilidade nos Estudos Técnicos Preliminares, estabelecendo novas cláusulas ecológicas para compras públicas e contratos da Casa.
O programa foi instituído oficialmente no no dia 23 de setembro de 2021.
Foto: Agência Alesc.
Sustentabilidade não se faz com uma ação isolada. É um trabalho contínuo, que passa por escolhas do dia a dia, mudanças de processos e projetos que ajudam a reduzir impactos e melhorar a forma como os recursos são utilizados.
É com essa proposta que o Programa Alesc Sustentável chega aos cinco anos de sua instituição formal. Há exatos cinco anos, no dia 23 de setembro de 2021, o Ato da Mesa nº 339 criou o programa, reunindo iniciativas voltadas à gestão ambiental, redução de resíduos, economia de água, geração de energia limpa e uso mais consciente dos recursos.
O programa, porém, já vinha colocando algumas dessas ideias em prática desde 2019. Ao longo dos anos, ações como o reaproveitamento da água da chuva, a geração de energia solar, a coleta seletiva e a destinação ambientalmente correta de materiais passaram a fazer parte da rotina da Alesc.
Um dos exemplos está no Palácio Barriga Verde, que conta com 636 módulos fotovoltaicos para geração de energia. Também foram implantadas medidas para reduzir o consumo de água e ampliar a destinação adequada de resíduos, incluindo materiais eletrônicos.
Entre as iniciativas que ganharam força recentemente está o Alesc Menos Lixo. O projeto começou como piloto no 8º andar da Unidade Administrativa e já ultrapassou a marca de 350 quilos de resíduos destinados corretamente desde o início da experiência, em julho de 2025.
A proposta envolve a separação de diferentes materiais, como papel, lacres, blisters, esponjas, tampinhas, pilhas e baterias. O trabalho também inclui capacitação das equipes e ações de incentivo à participação dos setores. Em 2026, o projeto avançou para outros andares da Unidade Administrativa e agora será implantado no Palácio Barriga Verde.
A gestão dos resíduos também ganhou novas frentes, como os coletores para bitucas de cigarro. Desde setembro de 2025, quando foi criado, o programa já coletou 80 mil bitucas de cigarro, o que representa 32,1 kg de lixo tóxico que não foi descartado no solo, na água ou em aterro.
Outra frente que avançou em 2026 foi a economia de água. 109 válvulas VLV foram instaladas no Palácio Barriga Verde em março e a estimativa é de redução de até 63% no consumo de água. A tecnologia permite controlar melhor a vazão de água e de ar nos sistemas hidráulicos.
A sustentabilidade também começa a entrar nos processos de compra. As chamadas Licitações Verdes estão sendo incorporadas aos Estudos Técnicos Preliminares, com cláusulas que estabelecem requisitos de sustentabilidade para compras públicas e contratos.
Outra iniciativa é a Agenda A3P, desenvolvida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A Alesc já criou a Comissão Gestora responsável por acompanhar essa agenda e trabalhar com indicadores que permitam medir os resultados das ações de sustentabilidade.
A coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade da Alesc, Isabel Pinheiro de Paula Couto, explica que os resultados são expressivos, mas ressalta que o principal é que o cuidado com o ambiente passou a integrar uma política institucional da Casa.
“O principal legado desses cinco anos foi consolidar a sustentabilidade como parte da cultura e da gestão da Alesc. Ao longo desse período, deixamos de atuar apenas com ações pontuais e avançamos para uma atuação mais estruturada, envolvendo gestão de resíduos, consumo de recursos, eficiência energética, educação ambiental, agrofloresta e acessibilidade”, afirma. “A criação da Coordenadoria de Sustentabilidade e Acessibilidade também representa esse amadurecimento e a institucionalização dessa agenda dentro da Alesc.”
Incorporação de requisitos de sustentabilidade nos Estudos Técnicos Preliminares, estabelecendo novas cláusulas ecológicas para compras públicas e contratos da Casa.
Desenvolvida com o Ministério do Meio Ambiente, conta com uma Comissão Gestora responsável por monitorizar a agenda e medir os resultados da sustentabilidade através de indicadores.
A criação da Coordenadoria de Sustentabilidade e Acessibilidade representa a consolidação e a institucionalização contínua destas diretrizes dentro da gestão diária da Alesc.
Cinco anos depois, o Alesc Sustentável não se resume ao que já foi implantado. Novos projetos estão em andamento e ampliam a presença da sustentabilidade na rotina da Casa.
Um deles é a Agrofloresta, que está em fase de implantação e reúne espécies nativas e possibilidades de aproveitamento de resíduos orgânicos. O projeto já conta com acompanhamento técnico e tem promovido workshops para que servidores participem de atividades de plantio e colheita.
Também estão no planejamento a compostagem de resíduos orgânicos, a Horta Sensorial, a criação de um espaço para abelhas nativas sem ferrão, a Feira Agroecológica e novas ações de paisagismo com espécies nativas. A Horta Sensorial, por exemplo, foi pensada como uma estrutura suspensa e acessível, permitindo a interação com plantas e estimulando os sentidos.
A ideia para os próximos anos é ampliar esse movimento: transformar projetos em práticas, acompanhar resultados e fazer com que sustentabilidade e acessibilidade estejam cada vez mais presentes nas decisões e na rotina da Alesc.
“Temos projetos em desenvolvimento, como a horta sensorial, a feira orgânica, a criação de abelhas nativas sem ferrão, a compostagem e o PedalAlesc, que trabalham diferentes dimensões da sustentabilidade, como biodiversidade, alimentação saudável, gestão de resíduos, mobilidade, educação ambiental e acessibilidade”, completa Isabel. “Ao mesmo tempo, precisamos integrar cada vez mais essas iniciativas à rotina dos servidores e continuar trazendo novas soluções e boas práticas para que a sustentabilidade esteja cada vez mais incorporada à gestão do Legislativo Catarinense.”
Cinco anos marcam apenas uma etapa. O trabalho continua.
Módulos fotovoltaicos instalados
De redução no consumo de água
Resíduos recicláveis destinados
Bitucas de cigarro coletadas






Com a colaboração de Fabrício Escandiuzzi.