Comunicação

Aprovada lei instituindo o Dia Estadual de Anita Garibaldi


10/05/2011 - 20h18min

Deputada Angela Albino (PCdoB) – Reunião da Comissão de Trabalho

Deputada Angela Albino (PCdoB) – Reunião da Comissão de Trabalho

Os deputados aprovaram Projeto de Lei nº 96/11, da deputada Angela Albino (PCdoB), instituindo 30 de agosto o dia estadual de Anita Garibaldi. Para a deputada Angela, a heroína dos “dois mundos” foi uma mulher que, a despeito de sua condição ou da época em que viveu, ousou querer um destino diferente do que lhe foi imposto.
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu em 30 de agosto de 1821, filha de Bento da Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. Aos 14 anos, por insistência de sua mãe, casou-se com o sapateiro Manuel Duarte de Aguiar, com quem não chegou a ter filhos. Aos 18 anos abandonou seu marido e fugiu com Giuseppe Garibaldi. Sua estréia em batalhas deu-se contra Frederico Mariath e lutou em prol das causas republicanas.
Com o fim da República Juliana, Anita e Garibaldi rumaram para o sul. Ao chegar em Santa Vitória, em 1839, Anita lutou ao lado de Giuseppe na cidade de Lages e participou da Batalha dos Curitibanos, na qual caiu prisioneira; posteriormente Anita conseguiu fugir e, mesmo grávida de quatro meses, caminhou sem destino por oito dias, até reencontrar Garibaldi. No dia 26 de março de 1842, com 21 anos, Anita e Giuseppe contraíram núpcias na Igreja de São Bernardino, em Montevidéu.
Em 1847 Anita fugiu do Uruguai com seus filhos. Foi para a Itália. Em junho de 1849, Garibaldi liderou a defesa da República Romana contra as tropas francesas. A França venceu e Roma capitulou. Garibaldi não admitiu a derrota e foi para Veneza. Anita, mesmo grávida de seis meses, vestiu-se de homem e acompanhou seu marido na última jornada. Devido às cavalgadas noturnas, uma alimentação inadequada e noites ao ar livre, Anita adoeceu, porém não esmoreceu, só parando quando de sua morte e da criança que esperava, em 04 de agosto de 1849.
Até hoje o verdadeiro motivo de sua morte é contraditório, alguns acham que ela morreu de malária, outros acreditam em febre terciária simples, febre perniciosa ou talvez leucemia. Sua morte precoce fez Giuseppe Garibaldi sofrer, assim como seus compatrícios italianos, liberais, uruguaios, farrapos, brasileiros e republicanos. Pelo que se percebe, Anita foi e continua sendo muito amada por todos. Ela dá nome a dois municípios de Santa Catarina – Anita Garibaldi e Anitápolis –, a uma praça em Curitiba e a uma rua no Rio de Janeiro. (Vitor Santos)

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