
A terceira reunião regional promovida pelo Fórum Parlamentar dos Pequenos Hospitais, na manhã desta sexta-feira, dia 26, na Secretaria de Desenvolvimento Regional do Município de Araranguá elencou os principais problemas enfrentados pelos hospitais da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc). Presidido pelo deputado Mauro de Nadal (PMDB), o encontro, que contou com a presença do deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, e autoridades da região, mobilizou os participantes a aderirem ao abaixo assinado pelo reajuste da tabela do SUS e regulamentação da Emenda Constitucional 29.
A região integra 15 municípios e conta com seis hospitais pequenos, além do Regional de Araranguá. Com capacidade para atender mil internações por mês, o problema na região da Amesc não é a falta de leitos, mas recursos para manter as unidades e pagamentos dos profissionais devidos à defasagem da tabela SUS. Segundo a associação, o SUS repassa para uma consulta médica R$ 9,90, sendo que para manter os custos e os pequenos hospitais as prefeituras vêm repassando mais do previsto de 15% da receita do orçamento municipal destinado para a saúde gerado um custo alto para as cidades.
Diante dos apontamentos, Nadal apresentou o abaixo assinado catarinense informando que a medida é mais uma ferramenta para fortalecer o movimento do Fórum, que a partir das reuniões vem traçando um diagnóstico da saúde pública em Santa Catarina. Dentre os problemas detectados no Estado, os maiores são as dificuldades de custeio da folha de pagamento e a manutenção da unidade hospitalar. “Estamos focados em encontrar alternativas para manter os pequenos hospitais funcionando com atendimento de qualidade. Nossa intenção é reajustar a tabela do SUS e regulamentar a Emenda 29 que aumenta os percentuais dos recursos federais que a União deve destinar para a saúde. O abaixo assinado será entregue ao governo federal”, informou.
Na ocasião Morastoni ressaltou que medidas estão sendo adotadas para que o governo do Estado se sensibilize com a situção dos pequenos hospitais e passe a contribuir com as despesas. Atento às manifestações, o secretário Estadual de Articulação Nacional, Acélio Casa Grande afirmou que uma das alternativas para o Estado é integrar o atendimento dos pequenos hospitais com os postos de saúde. Segundo ele, a interação aliviaria os atendimentos nos grandes hospitais que poderiam dedicar-se aos procedimentos de alta complexidade.
Já a gerente Regional de Saúde de Araranguá, Patrícia Gomes Paladino reafirmou que a região da Amesc não possui falta de leitos, porém aponta o caos na saúde como um problema de gestão. “Não que tenhamos maus administradores, porém sem recursos fica inviável apresentar um bom trabalho com atendimento de qualidade e profissionais à disposição”, desabafou. (Tatiani Magalhães)

