
Os policiais civis que se aposentaram em 2014 e em 2015 foram homenageados pela Assembleia Legislativa em sessão especial realizada na noite de quinta-feira (10). “Quantos colegas saíram com apenas uma pequena publicação no Diário Oficial e muitas vezes não receberam nem um abraço de reconhecimento dos superiores”, reconheceu Maurício Eskudlark (PSD), ex-delegado-geral, lembrando que o policial civil exerce uma profissão peculiar, diferenciada das outras. “Não tem dia, não tem hora, é uma vocação”, definiu o parlamentar.
Paulo Roberto Cardoso de Andrade, presidente da Associação dos Escrivães, parabenizou Eskudlark pela iniciativa. “Ao ler a lista dos aposentados senti alegria e melancolia, alegria pela homenagem, melancolia pelo saudosismo”, relatou o policial, que brincou com os colegas. “Vocês sairam da polícia, mas a polícia não vai sair da vida de vocês”.
Paulo Roberto argumentou que depois de 25 ou 30 anos de trabalho o policial precisa desacelerar. “Deve exercer o direito de ficar em casa, a missão foi cumprida, agora é entregar o posto e empreender novas conquistas”, afirmou o dirigente sindical, recomendando paciência aos aposentados. “Sem hora para dormir, sem hora para acordar”.
O ex-delegado Renato Sardagna Poeta falou em nome dos homenageados, agradeceu o gesto do Legislativo e destacou a responsabilidade da Polícia Civil. “Carregamos um fardo gigantesco, mas que se dividido entre delegados, escrivães, agentes e psicólogos fica mais leve. Tenho fé na polícia”, disse Poeta, ressaltando que o policial não se aposenta dos amigos, da família ou das lembranças. “Se aposenta de uma função”, frisou.
Para o delegado-geral, Artur Nitz, os policiais aposentados são exemplos para as novas gerações. “Representam nossa história, atravessaram momentos delicados, não se deixaram abater e tornaram a Polícia Civil uma instituição sólida”, avaliou Nitz, que nominou vários colegas presentes. “Tenho 26 anos de polícia, trabalhei e convivi com delegados, escrivães, agentes e psicólogos, eles me ensinaram, foram amigos, confidentes e protetores”, confessou.
Eskudlark informou que nos últimos dois anos 310 policiais pediram a aposentadoria. “Não teríamos como homenagear todos eles, mas cada um vai receber um diploma”, garantiu o deputado.
Prestigiaram a sessão especial o deputado Rodrigo Minotto (PDT); o coronel Onir Mocellin, comandante do Corpo de Bombeiros Militar; Juliano Pedrini, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol/SC); Aldo Pinheiro D’Ávila, secretário-adjunto de Segurança Pública; Ulisses Gabriel, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol), além de familiares e amigos dos homenageados.
Homenageados da noite
Delegados
Nilton de Andrade
Hélio Natal Dornsbach
Renato Sardagna Poeta
Escrivães
Maria Elizabeth Johannsen
Edson Silveira Cathcart
Agentes
Levy Inácio Filho
Cassius Clay Bortoli
Terezinha Rossi
Adilton de Carvalho Guedes
José Carlos Teixeira
Esmeralda Bernardina Piloni
Samir Nazareno da Silva
Psicóloga
Maria Cristina D’Ávila de Castro

