Comunicação

Audiência pública esclarece modificações no projeto da Via Rápida de Criciúma


30/09/2011 - 21h59min

Deputados Valmir Comin (PP) e Dóia Guglielmi (PSDB) promovem audiência pública em Criciúma a fim de discutir a situação da Via Rápida.

Deputados Valmir Comin (PP) e Dóia Guglielmi (PSDB) promovem audiência pública em Criciúma a fim de discutir a situação da Via Rápida.

A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Valmir Comin (PP), promoveu audiência pública na Câmara de Vereadores de Criciúma, na noite de quinta-feira (29), para esclarecer as alterações no projeto da Via Rápida de Criciúma. A obra é a pauta de reivindicação de número um na região, de acordo com as autoridades, já que servirá como uma nova interligação do município com a BR-101.
Entre os encaminhamentos da audiência, as lideranças decidiram pela formação de uma comissão composta pela Assembleia Legislativa, Câmara de vereadores, associação empresarial, universidade e moradores para fazer o acompanhamento do novo projeto, que está sendo elaborado pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e será apresentado no dia 10 de outubro.
Conforme o deputado Comin, proponente da audiência pública, juntamente com o presidente da Câmara, vereador Antônio Manoel (PMDB), o debate foi provocado porque a Via Rápida de Criciúma é uma infraestrutura essencial para a mobilidade no município, além de tratar-se de uma rota que colocará Criciúma no eixo de desenvolvimento gerado pela duplicação da BR-101. “Precisamos elucidar os fatos e juntar forças em prol da nossa região.” Ele lembrou que o município caiu, nos últimos dez anos, da posição de 4ª economia catarinense para o 11º lugar.
O superintendente regional do Deinfra, Lourival Pizzolo, esclareceu que o projeto mudou de nomenclatura porque passou para a jurisdição do Estado. Trata-se agora da SC – 446 – Acesso Criciúma, uma rodovia estadual, cujo projeto está sendo reformulado. O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Olvacir José Bez Fontana, opinou que não importa a nomenclatura, o importante é que a via seja uma artéria de ligação importante com a BR-101. “O novo acesso vai atrair empreendimentos e possibilitar desenvolvimento a toda a região.”
O deputado Dóia Guglielmi (PSDB) concorda que se trata de uma obra essencial para o município, cuja arrecadação encolhe a cada ano e caiu pela metade em 15 anos por falta de obras estruturantes. “O Sul do Estado tem oito deputados estaduais que não esquecerão essa prioridade do município e trabalharão para que ela aconteça”, assegurou. Na mesma linha, o prefeito Clésio Salvaro disse que “a Via Rápida era um sonho, passou a ser uma promessa, agora é uma questão de colocar as forças a serviço da cidade”.
O presidente da Câmara manifestou preocupação com a situação das famílias que vivem nas proximidades da área. “Algumas já tiveram seus terrenos desapropriados e outras vivem na expectativa e na incerteza.” O presidente da associação de Moradores do Bairro Jardim Maristela, Estéfano Felipe, falou em nome das comunidades atingidas pelo traçado da futura rodovia. Segundo ele, a população ficou muito tempo sem informação sobre o projeto e houve quatro alterações de traçado, o que provocou muitas divergências. “As famílias atingidas pelos projetos de desenvolvimento precisam ser ouvidas com mais atenção para evitar sofrimento desnecessário.” Ele espera que haja bastante divulgação sobre o novo projeto que será apresentado no início de outubro.
O secretário regional de Criciúma, Luiz Fernando Cardoso, assegurou que o novo projeto contempla todas as reivindicações que foram debatidas com a comunidade e que as desapropriações estão em andamento para acelerar a concretização da obra. Serão afetadas pela rodovia 78 propriedades, sendo que 42 desapropriações amigáveis já ocorreram. As demais estão ocorrendo por via judicial. O custo da obra é estimado em R$ 69 milhões. (Lisandrea Costa)

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