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Balanço do Dia


11/02/2010 - 14h00min

Sessão Ordinária – Plenário Osni Regis – Deputado Moacir Sopelsa (PMDB)

Sessão Ordinária – Plenário Osni Regis – Deputado Moacir Sopelsa (PMDB)

Assuntos diversos pautaram a sessão ordinária da última quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa. Entre eles, destacam-se os temas mobilidade urbana em Florianópolis e a situação da saúde em Santa Catarina.

Mobilidade
A preocupação com a mobilidade da Capital do estado foi tema recorrente durante a sessão de hoje. O deputado Lício Mauro da Silveira (PP) destacou que os gargalos do trânsito “estão por toda parte”. Segundo o progressista, “as ligações Centro – aeroporto, Centro – Sul da Ilha, Lagoa da Conceição – Centro e Centro – Norte da Ilha dão a impressão de que Florianópolis é uma garrafa gigante, repleta de gargalos”.
O parlamentar chamou atenção para estudo do pesquisador Valério Medeiros, da Universidade de Brasília, em 21 cidades brasileiras e confrontadas com 164 outras cidades do mundo, que aponta a Capital dos catarinenses como a segunda cidade do mundo com pior mobilidade. “Será que a estrutura do governo do Estado e do município não tem engenheiros e técnicos especializados em Planejamentos de Trânsito”, questionou. Lício acrescentou que “pelo tempo que estamos enfrentando estes problemas daria para se ter projetado umas três novas Florianópolis”.
Na mesma direção, o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) argumentou que muitos dos problemas envolvendo a mobilidade estão relacionados com a falta de atenção ao transporte coletivo. “O preço das passagens de ônibus, a qualidade do transporte e as filas enfrentadas pelos usuários tornam o transporte coletivo inviável, provocando, como consequência, o uso exagerado de automóveis na Capital”, afirmou.
Soares também cobrou promessas eleitorais como o metrô de superfície e a reabertura da ponte Hercílio Luz. “Muitas promessas foram feitas em troca de votos, mas não estamos vendo nenhum movimento no sentido de cumpri-las. É preciso discutir o transporte coletivo como prioridade, uma necessidade elementar. Caso contrário, estamos destinados a enfrentar um trânsito caótico e a continuar destruindo meio ambiente com uma poluição desenfreada”, concluiu.

Saúde
O deputado Sérgio Godinho (PTB) ocupou a tribuna para apresentar o Projeto de Lei nº 17/2010, de sua autoria, que institui a Fila Zero para realização de exames de radioterapia, quimioterapia e ressonância magnética, no atendimento aos pacientes dos hospitais públicos estaduais e dos conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta prevê uma espera máxima de 72 horas para a realização dos procedimentos.
Em sua justificativa, Godinho enfatizou que “mesmo com os avanços obtidos, o direito à saúde, consagrado na Constituição brasileira, tem se constituído em utopia para a grande parte da população menos afortunada. O alcance desta iniciativa é de caráter social e acima de tudo de saúde pública, uma vez que, facilitando o tratamento preventivo, poder-se-á reduzir os custos no sistema público decorrentes de internações, procedimentos tardios e de alta complexidade”.
Outro assunto destacado pelo parlamentar foi a crise que acomete o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em Lages. “O hospital, que gasta mais do que arrecada, está prestes a fechar, não atende à população em suas necessidades básicas e apresenta defasagem em relação à tabela do SUS quanto ao valor das consultas”, ressaltou. Ele espera que “a gestão de Carmem Zanotto à frente da Secretaria de Estado da Saúde conceda mais atenção à cidade de Lages”.
Preocupado também com a saúde dos catarinenses, o deputado Ismael dos Santos (DEM) trouxe ao Plenário a situação do Hospital Beatriz Ramos, de Indaial. “A Unidade de Terapia Intensiva que está sendo construída no Hospital Beatriz Ramos, e que terá 10 leitos, tem apresentado demora em sua conclusão, o que é preocupante, tendo em vista que atende inúmeras pessoas, principalmente as vitimadas por acidentes de trânsito, uma constante naquela região do estado”, assinalou. O parlamentar pediu atenção especial por parte da Secretaria da Saúde para a conclusão daquela importante obra. (Rodrigo Viegas/Distribuição Alesc)

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