Comunicação

Comissão de Saúde inspeciona Hospital Regional de São José


22/02/2011 - 21h23min

Deputado Volnei Morastoni (PT) e Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) visitam Hospital Regional

Deputado Volnei Morastoni (PT) e Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) visitam Hospital Regional

Os deputados Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde, e Sargento Amauri Soares (PDT) realizaram nesta terça-feira (22) vistoria no Hospital Regional de São José para averiguar problemas e irregularidades ocorridas na instituição. Falta de funcionários, leitos e a má qualidade das refeições servidas vêm revoltando pacientes e deixando insatisfeitos os servidores do Hospital. A inspeção atendeu pedido do Sindsaúde -Sindicato dos Servidores da Saúde de Santa Catarina.
Segundo a presidente do Sindsaúde, Edileuza Garcia, os problemas no Hospital Regional são recorrentes, mas se agravaram depois da terceirização no fornecimento das refeições. “A falta de material, de anestesistas e técnicos de enfermagem vêm ocasionando situações extremas, como a fila de 2500 pessoas aguardando uma cirurgia. Há dois anos estamos denunciando o caso, que agora tomou nova dimensão pela piora na qualidade das refeições servidas”.
Má qualidade na alimentação
Contratada em 2008 para fornecer alimentação para hospitais da rede pública estadual, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, somente em 2010 a empresa Nutribem recebeu do Executivo R$ 14,2 milhões. Denunciada pela má qualidade da alimentação servida, na última semana a Vigilância Sanitária descartou cerca de 100 quilos de carne estragada mantida pela empresa na câmara fria da cozinha do hospital. Desde 2009 a Nutribem encontra-se interditada, mas vem mantendo a prestação de serviços por meio de recursos na Justiça.
Indignado com a situação, o técnico em radiologia Alcéden Alves Ferreira declarou que desde o dia 3 de janeiro não se alimenta mais através das refeições servidas no Hospital Regional, em protesto pela má qualidade da alimentação. “Trabalho há 20 anos aqui e vejo que agora muitos preferem comer fora. Já fiz uma comunicação à Direção da Casa, mas sem resultado”. Também servidora do Hospital, a auxiliar de enfermagem Ivone Cecília Martins informou que inclusive já passou mal devido à comida servida no local. “Só o cheiro já embrulha nosso estômago. Não tenho mais coragem de comer”, disse.
Encaminhamentos
Reconhecendo a gravidade no atendimento, o gerente administrativo do Hospital, Fábio Fernando Luiz, destacou que o problema se deve à grande procura por atendimento na região e que não deve ter solução tão cedo. “Se não houver um amparo dos municípios da região, a tendência é a situação até se agravar. Está na hora de todos assumirem suas responsabilidades”, frisou. Fábio acredita que a solução seria o aumento no investimento para a construção de hospitais de pequeno porte e policlínicas que dessem o primeiro atendimento, absorvendo, assim, a demanda pelos serviços básicos de saúde.
Membros da Comissão de Saúde, Morastoni e Soares reconheceram que a instituição encontra-se em seu limite de atendimento e que soluções devem ser buscadas junto à Secretaria de Saúde. “Discutiremos na Comissão de Saúde os encaminhamentos para encontrar as soluções que sejam definitivas”, explicou Soares.
Para Morastoni, os problemas são realmente graves e se acumulam, necessitando de um estudo aprofundado por parte da comissão. “O cuidado mais básico é, certamente, o da alimentação. Talvez o governo tenha que rever o contrato com a Nutribem”, adiantou. (Alexandre Back)

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