Comunicação

Comissão especial ouve presidente da Casan e líder comunitário


Marcelo Espinoza
31/10/2023 - 21h55min

Comissão especial que trata do rompimento de reservatório da Casan na Capital se reuniu no fim da tarde desta terça (31)

Comissão especial que trata do rompimento de reservatório da Casan na Capital se reuniu no fim da tarde desta terça (31)

FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL

A comissão especial constituída pela Assembleia Legislativa para tratar do rompimento do reservatório da Casan na área continental de Florianópolis, ocorrido em 6 de setembro, recebeu, no fim da tarde desta terça-feira (31), o presidente da companhia, Edson Moritz, e Fernando Azevedo, líder da comunidade atingida.

Eles foram ouvidos pelo presidente da comissão, deputado Ivan Naatz (PL); pelo relator, deputado Mário Motta (PSD); e pelo deputado Marquito (Psol), que integra o grupo. Os parlamentares questionaram principalmente sobre o pagamento das indenizações às pessoas que tiveram bens destruídos ou danificados pelo rompimento do reservatório.

O presidente da Casan informou que, até o momento foram pagos às famílias atingidas quase R$ 8,5 milhões em indenizações, referentes principalmente a danos a imóveis e veículos. Para isso, foi criado um grupo permanente de servidores da companhia para atender as 509 pessoas cadastradas. Todos os procedimentos seguiram orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme o dirigente.

Moritz acredita que, em dez dias, de 90 a 95% dos casos serão atendidos. “Alguns não serão atendidos em razão de impossibilidade da Casan ou orientação do Tribunal de Contas”, afirmou. “Algum grau de insatisfação vai ocorrer. O trabalho que a gente fez tem suas limitações, mas a estatísticas mostram que conseguimos atender a maior parte das pessoas.”

Já o líder comunitário Fernando Azevedo destacou que, apesar de terem ocorrido divergências, a Casan prestou atendimento à comunidade, em especial nos dias que sucederam o rompimento, com o oferecimento de alojamento para as famílias que perderam suas casas. “Desde o começo, cobramos o pronto atendimento das pessoas que não tinham onde ficar. Naquele momento, a Casan não deixou a comunidade desamparada.”

Sobre o pagamento das indenizações, Azevedo reconheceu que há ainda pendências com a comunidade. “Tem muitas coisas ainda para reivindicar, mas o mais importante é tentar fazer o pagamento dessas pendências”, considerou.

O relator da comissão especial afirmou que ainda há insatisfação por parte das famílias atendidas,  mas reconheceu a complexidade do caso. “Com boa vontade e diálogo, vamos avançar na resolutividade das demandas ainda pendentes”, disse Mário Motta.

O presidente do colegiado destacou que o trabalho realizado pela companhia no atendimento às famílias. “É preciso reconhecer que a Casan se colocou a ajudar o mais rapidamente possível. Em Brumadinho, as primeiras indenizações levaram seis meses para ser pagas”, exemplificou Ivan Naatz.

O deputado Marquito solicitou à comissão que representantes da Defensoria Pública Estadual e do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) participem de reunião do colegiado.

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