
A exposição de ovinos e caprinos no Parque Attilio Fontana, sede da Expo Concórdia 2011, revela a ascensão de um segmento pecuário que está se firmando como alternativa de renda na região Oeste. O Conselho de Criadores de Cordeiros do Alto Uruguai reúne 56 produtores que suprem apenas o mercado regional porque ainda não há produto suficiente para ampliar mercado e atender a demanda crescente de carne.
“Santa Catarina não tem uma tradição muito forte na ovinocultura, mas está entrando na atividade, que se mostrou uma boa alternativa de renda”, explica o deputado Moacir Sopelsa (PMDB). Ele diz que a ovinocultura e a caprinocultura servem tanto para a pequena quanto para a grande propriedade, já que a produção é complementar a outras atividades, como a bovinocultura de leite. Para cada vaca mantida no piquete, podem pastar até cinco ovelhas, no mesmo espaço.
Os ovinos já foram produzidos no Sul do Brasil com a finalidade de exploração da lã. Com o advento das fibras sintéticas, a lã natural perdeu espaço. Por outro lado, o consumo de carne de carneiro e de caprinos é crescente. O produtor Belmiro Sopelsa revela que se a região produzisse de 3 a 4 toneladas de ovinos por semana venderia tudo. O ganho do produtor gira em torno de R$ 12 a R$ 13 pelo quilo da carne de ovelha e de R$ 15 a R$ 18 pelo quilo de carne de cabra. Os animais jovens, chamados de borregos, são abatidos com idade de 4 a 10 meses e peso máximo de 25 quilos. A carne dos animais de mais idade não tem espaço no mercado frigorífico, por ser mais forte, mas é aproveitada em subprodutos como a linguiça de carne de cordeiro. (Lisandrea Costa)

