Comunicação

Deputada visita Abrigo Municipal Menino Jesus em Lages


20/10/2011 - 16h00min

Abrigo Municipal Menino Jesus – Lages

Abrigo Municipal Menino Jesus – Lages

Acompanhada por lideranças municipais, a deputada Dirce Heiderscheidt (PMDB) conheceu na manhã desta quinta-feira (19) o Abrigo Municipal Menino Jesus, em Lages, que acolhe 47 crianças e adolescentes. Como representante da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher, Dirce realizou a quarta visita às instituições de acolhimento do estado, atividade que integra as audiências públicas realizadas para conhecer as condições dos processos de adoção e as casas em Santa Catarina. Um debate com autoridades e agentes municipais ligados à adoção irá ocorrer a partir das 14 horas, na Câmara Municipal de Lages, em parceria com a campanha Adoção – Laços de Amor, desenvolvida pela Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público de Santa Catarina e OAB/SC.
O Abrigo Municipal é a única instituição em Lages a acolher crianças e jovens. Hoje, estão sob os cuidados profissionais 35 crianças de até 12 anos na Unidade 1 do Abrigo, sete rapazes adolescentes na Unidade 2 e outras cinco garotas adolescentes na Unidade 3. Grupos de irmãos vivem em grande número no local. Dos 47 acolhidos, 12 já estão aptos à adoção – com poder familiar destituído – e integram três grupos de irmãos, com quatro crianças em cada. Nestes casos, a preferência é para serem adotados juntos, mas nem sempre os integrantes dos cadastros de adoção se dispõem a assumir todos. Um grupo de irmãos, que começará nesta sexta-feira a conhecer seus novos pais, será dividido entre dois casais.
A coordenadora geral do Abrigo, Jacinta da Rosa Antunes, é a guardiã legal das crianças e destaca que o principal problema enfrentado é o não cumprimento do prazo legal de até 120 dias para destituição do poder familiar. “Há pouco mais de dois anos quase 80 crianças e adolescentes estavam aqui. Desde que assumimos a coordenação da equipe técnica, fazemos um esforço concentrado para que elas tenham encaminhamento rápido e adequado”, afirma. Agora, com promotor e juiz definitivos nesta área, os processos referentes às crianças e jovens têm sido agilizados, de acordo com Jacinta.
A equipe técnica do Abrigo é formada por quatro psicólogas, duas assistentes sociais, duas pedagogas e a coordenadora. Dependência química dos pais, abusos e negligência são as principais causas que levam as crianças à casa de acolhimento. Não são poucos os casos em que as gestantes viciadas em crack têm seus filhos retirados já na maternidade. Essas crianças recebem atenção especial no abrigo, com avaliações médicas e tratamento específico no caso de sequelas.
Apesar da dor e dos traumas, a esperança se mantém entre crianças e adolescentes, especialmente nesta semana em que todos comemoraram a adoção de uma menina e começaram o processo de despedida do grupo de irmãos.

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