
Os deputados Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde, Dóia Guglielmi (PSDB), Altair Guidi (PPS), Valmir Comin (PP) e Manoel Mota (PMDB) participaram, nesta quinta-feira (16), de audiência com o governador Raimundo Colombo para discutir a situação do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, de Criciúma.
Ficou decidido que na quarta-feira (22) os gestores do Hospital São José, que atualmente administra o Hospital Santa Catarina, autoridades municipais e deputados da região Sul reunir-se-ão com o secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, para acertar os detalhes do auxílio governamental.
Em princípio, o governo do Estado vai repassar recursos ao Hospital São José para investimentos e este, em contrapartida, continuará, com o auxílio da prefeitura municipal, bancando o custeio do Hospital Santa Catarina. “Vamos ajudar o Hospital São José com recursos para investimentos, para que eles possam suportar o custeio do Hospital Santa Catarina”, afirmou o governador.
Colombo declarou que os recursos do Projeto Revigorar, da Secretaria da Fazenda, que atualmente tramita na Assembleia, estimados em R$ 200 milhões, serão utilizados exclusivamente na saúde. Com estes recursos o governador imagina resolver parte dos problemas dos hospitais catarinenses.
Para Altair Guidi, as reivindicações de curto prazo não foram satisfeitas, mas para o médio prazo o cenário é de otimismo. De acordo com Morastoni, o importante é atender a expectativa da comunidade, que precisa do Hospital Santa Catarina funcionando. Segundo Morastoni, a Comissão de Saúde permanecerá atenta, pois os problemas do hospital de Criciúma se repetem na maioria dos hospitais do estado.
O secretário de Estado da Saúde reconheceu que é justa a reivindicação do Hospital Santa Catarina, mas afirmou que o Tesouro não tem condições de fazer o custeio dos hospitais filantrópicos, hoje sucateados, principalmente pelos baixos valores pagos pelo SUS. Para o secretário, a saída é encontrar uma área de atuação de alta complexidade, que remunera melhor, para contrabalançar os procedimentos mal remunerados pela tabela do SUS.
Também participaram da audiência o vice-governador Eduardo Moreira, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, a vereadora Romana Remor, o secretário estadual de Comunicação, Derly Massaud, além de dirigentes e gestores da saúde de Criciúma. (Vitor Santos)

