Comunicação

Diretor-presidente da Celesc explica plano de investimentos da companhia


23/11/2011 - 21h34min

Reunião da Comissão de Economia

Reunião da Comissão de Economia

O diretor-presidente da Celesc, Antonio Marcos Gavazzoni, garantiu nesta quarta-feira (23) que os investimentos de R$ 1,75 bilhão, previstos pela empresa para os próximos três anos e meio, são suficientes para atender a demanda do Estado por energia elétrica. Ele expôs o Plano de Investimentos da Celesc para o triênio 2012-2015 durante reunião da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa.
Gavazzoni explicou que o plano foi elaborado pelo corpo técnico da Celesc e prevê investimentos que estão dentro das possibilidades da companhia. “São melhorias na ampliação de linhas de transmissão e na construção de subestações, entre outras obras, todas defendidas pelo corpo técnico da Celesc, ou seja, obras que são realmente necessárias para o Estado”, afirmou.
O diretor-técnico da companhia, engenheiro Cleverson Siewert, lembrou que o plano de investimentos foi elaborado também com base em demandas apontadas durante audiência pública sobre o assunto realizada pela Assembleia em maio deste ano. Segundo ele, o plano tem três objetivos principais: permitir que todo o sistema de distribuição funcione dentro dos limites impostos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sem sobrecargas, aumentar a recursividade do sistema e pleitear a renovação da concessão da Celesc, que vence em 2015. “São obras que serão realizadas para atender ao crescimento do mercado catarinense”, explicou.
O deputado Carlos Chiodini (PMDB) parabenizou a companhia pelo planejamento e “pela forma moderna como está sendo gerida”. Dirceu Dresch (PT) também parabenizou a Celesc, mas cobrou investimentos para evitar as quedas de energia que costumam causar prejuízos aos fumicultores da região de Irineópolis. Segundo Gavazzoni, já foram realizadas obras emergenciais para evitar problemas.
Já o deputado Dóia Guglielmi (PSDB) questionou o fato de a região sul do Estado receber menos de 10% dos investimentos previstos. O diretor da Celesc explicou que essa porção de Santa Catarina, além de ter menor concentração populacional que o restante do território catarinense, é coberta por várias cooperativas de eletricidade, que atendem boa parte da demanda local.

Alteração no Estatuto Social
O dirigente da Celesc aproveitou a reunião para esclarecer as alterações propostas no Estatuto Social da empresa, que foram alvo de questionamento da deputada Angela Albino (PCdoB). O projeto de lei com as mudanças já está na Assembleia Legislativa.
Gavazzoni explicou que essas alterações visam a atender exigências da Bovespa, já que a Celesc é uma empresa de capital aberto, ou seja, tem ações na Bolsa de Valores. “Não tem nada a ver com controle acionário ou perda do controle por parte do governo”, garantiu.
O presidente da comissão, deputado José Milton Scheffer (PP), elogiou o plano de investimentos da Celesc. Para ele, a companhia está atuando como indutora do desenvolvimento de Santa Catarina.
“Ficamos muito otimistas com esse plano, já que ele vai resolver problemas antigos que pareciam insolúveis”, afirmou. Participaram ainda da reunião dos deputados Jorge Teixeira e Kennedy Nunes, ambos do PSD. (Marcelo Espinoza)

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