Comunicação

Estado planeja unidades modulares para processar peixe


Vítor Santos
25/10/2019 - 19h39min

Seminário Técnico de Fortalecimento das Colônias de Pescadores aconteceu no auditório Antonieta de Barros, na Alesc.

Seminário Técnico de Fortalecimento das Colônias de Pescadores aconteceu no auditório Antonieta de Barros, na Alesc.

FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

O estado de Santa Catarina planeja a implantação de unidades modulares para processamento de peixes no litoral. O anuncio foi feito durante o Seminário Técnico de Fortalecimento das Colônias de Pescadores, que acontece na Assembleia Legislativa nesta sexta-feira (25).

“Estamos trabalhando com a instalação de unidades modulares de processamento, o custo é de R$ 300 mil cada, a ideia é adquirir algumas e colocar em alguns lugares”, anunciou o gerente de Aquicultura e Pesca, Sérgio Winckler da Costa, sem precisar, contudo, quantos módulos e os locais onde seriam instalados.

O gerente lembrou a tentativa de implantação de unidades de processamento de moluscos feita em 1998 em Governador Celso Ramos, Palhoça, Bombinhas e Penha, e ponderou a dificuldade de administrar os empreendimentos.

“Como administrar? Tem todo um gerenciamento e hoje nenhuma delas está funcionando na mão dos maricultores, estão com a iniciativa privada. Muitas vezes o pescador sabe pescar, mas não sabe vender, fazer contas, então temos de aprender um pouquinho para não errar de novo”, argumentou Winckler.

O representante da Epagri, André Luis Tortato Novaes, concordou com o gerente de Aquicultura e Pesca e reconheceu que as unidades de processamento avançaram quando o setor privado assumiu a gestão e sugeriu a parceria entre as colônias de pescadores e as industrias locais.

“O trabalho de parceria é o caminho mais simples para regularizar os empreendimentos, porque pagar para uma indústria processar pode ser mais barato que instalar uma unidade de processamento local”, avaliou Tortato.

Pescados na merenda

A professora e voluntária da Colônia Z-25, de Tijucas, Roselene Cirilo Gripa, questionou Winckler sobre a inclusão dos pescados na merenda escolar.

“O grande problema é a padronização. Joinville já tem, lá a piscicultura fornece peixes para a merenda, mas não pode ter espinho, tem de estar processado, tem de ter sido inspecionado”, explicou o gerente.

Diálogo com o governo federal

O coordenador da Câmara Setorial da Pesca e professor da Univalli, Roberto Wahrlich, informou que a Câmara estabeleceu um diálogo produtivo com o governo federal.

“A partir de 2019 as demandas que vinham sendo apresentadas passaram a ser ouvidas e não só isso: o governo federal começou a demandar a Câmara Setorial para embasar decisões federais. Estamos em uma ação de informação e, apesar da demora dos processos, temos um caminho estabelecido e interlocução no órgão responsável no governo federal”, revelou Wahrlich.

Investimentos no setor

O gerente de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina informou que o governo oferece crédito aos pescadores artesanais de até R$ 30 mil para pagamento em cinco anos e de até R$ 15 mil para compra de equipamentos de navegação, também com cinco anos de prazo.

Além disso, o Executivo estadual destinou R$ 200 mil para Governador Celso Ramos, R$ 200 mil para Imaruí e R$ 500 mil para a implantação de uma usina de reciclagem de conchas de ostras.

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