
O Programa Antonieta de Barros abriu o processo de seleção de estagiários. As inscrições estão sendo feitas pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) nesta quinta e sexta-feira (24 e 25). Os estudantes selecionados para o programa de ação afirmativa da Assembleia Legislativa são indicados por entidades sociais e classificados no processo conforme critérios de etnia, gênero e condição socioeconômica.
O processo seletivo dos estagiários do Programa Antonieta de Barros é composto de três fases: inscrição dos estudantes indicados pelas entidades sociais; entrevista com equipe de assistentes sociais e psicólogos e dinâmica de grupo. “As condições socioeconômicas e a motivação para o ambiente de trabalho são fatores determinantes para a escolha dos estagiários”, diz a coordenadora do programa, Marilú Lima de Oliveira.
Critérios como a etnia, deficiência e gênero são levados em conta durante a seleção, uma vez que o programa tem como objetivo incluir jovens que teriam menos oportunidades no mercado de trabalho. Uma comissão interinstitucional composta por servidores do Legislativo e representantes da sociedade civil encarrega-se do processo seletivo.
O superintendente da Fepese, Altair Acelon de Melo, considera o Programa Antonieta de Barros uma iniciativa muito bonita. “Somos parceiros desse projeto desde o início. Ele possui um alcance social muito forte e deveria ser estendido para outros órgãos públicos.” A Fepese tem um convênio com a Assembleia Legislativa que possibilita o repasse de recursos para a remuneração dos estagiários, os quais recebem uma bolsa-auxílio no valor de um salário mínimo. Melo ressalta que, além da remuneração, os estudantes ganham a oportunidade do primeiro contato com o mercado de trabalho e com a sociedade organizada, já que “muitos provêm de uma realidade social bastante conturbada”.
A estudante Mariana Maria da Silva, 16 anos, vê na seleção dos candidatos ao programa uma oportunidade de renda. Ela reside no Morro do Mocotó e sonha com a possibilidade de estagiar na Assembleia Legislativa para conseguir ajudar a mãe com as despesas da casa. A mesma esperança motiva Bruna Coelho Mendes, 16 anos, moradora de Forquilhinhas. “A nossa renda familiar é baixa. Somos três pessoas em casa e somente minha mãe trabalha.” (Lisandrea Costa)

