
Um grande público marca presença neste domingo na Expo São Miguel – Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de São Miguel do Oeste. Os 250 expositores registram intensa visitação em seus estandes, que comercializam os mais diversos produtos, de artesanato e alimentos da agricultura familiar até maquinários para a produção agrícola.
Uma das opções de lazer e comércio é a exposição de gado de leite e de corte. Organizada pela Secretaria Municipal de Agricultura, a mostra reúne 170 animais de fazendas e propriedades de nove municípios do Extremo Oeste. A maioria dos animais expostos é das raças Jersey e Holandesa e cinco exemplares são Nelore e Charolês.
Adair José Cunico, diretor do departamento de agricultura da Secretaria Municipal, acredita que a comercialização de gado fique entre 40 a 50 exemplares até o final da Expo São Miguel, no próximo dia 15. “Todos os participantes da exposição são do Extremo Oeste e, além de proprietários, são os próprios criadores de seu gado”, afirma. Cunico destaca ainda a importância da exposição para visitantes e produtores, já que integram a mostra de gado alguns animais de transferência de embriões (vacas doadoras de óvulos), trabalho destinado ao melhoramento genético do plantel.
Vindo de Tunápolis, Ivo Spies trouxe exemplares das quatro raças presentes na exposição. O criador produz, para venda, animais destinados à melhoria genética de rebanhos. Há 32 anos no ramo, é proprietário, ao lado de seus irmãos, da Fazenda Spies. “A Feira é o meio de atingir mais de um produtor em um único momento, mostrando a qualidade de nossos exemplares. Comercializamos para toda região Oeste e ainda nos estados de Paraná, São Paulo e Minas. Também já fizemos negócios com Argentina e Venezuela”, comenta.
Adair e Ivo calculam que a região Oeste, responsável hoje pela produção de 80% do leite consumido no estado, dentro de pouco mais de uma década poderá figurar como a maior bacia leiteira do país. “Nossa região é promissora, pois tem registrado grande crescimento neste setor e está recebendo indústrias. O criador também tem sido estimulado por subsídios federais destinados a ampliar o conhecimento técnico, como a alimentação do plantel e aprimoramento genético”, afirma Adair. Já Ivo destaca a força do pequeno criador. “A consistência da produção cresce dentro da pequena propriedade, com o dono ao lado do plantel. É o leite hoje que mantém a família no campo”, garante o criador. (Tayana Cardoso de Oliveira)

