
Um pavilhão da Expo São Miguel – Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de São Miguel do Oeste – é destinado exclusivamente à Agricultura Familiar. Artesanato e alimentos – em especial queijo, embutidos, frutas e legumes em conserva – são os principais produtos dos 45 expositores do pavilhão, a maioria cooperativas e associações.
A Umiplart (União Migueloestina de Artistas Plásticos e Artesãos), que congrega 54 associados, é uma das entidades participantes e responde por dois estandes na Feira. Trabalhos com palha de milho, fibra de bananeira, bambu e artigos em tricô e crochê compõem a mostra. “É importante termos oportunidades como a Expo São Miguel para divulgar nossa produção”, afirma a associada Pedrina Rosane Alves da Costa.
Já a Coopafesmo (Cooperativa de Produtos da Agricultura Familiar e Economia Solidária de São Miguel do Oeste) representa 32 produtores e apresenta na Feira uma diversidade de panificados, derivados de leite, frutas e verduras, além de carne de frango e peixe. Criada há três anos, a entidade reúne 32 cooperados, entre eles Cecília Hammerschmitt, que cultiva já mais de 100 espécies de ervas medicinais. “A partir de 2012 a Coopafesmo terá orientação técnica da Epagri”, adianta a produtora.
Para Moacir Bernardi, presidente da Cooper Fronteira, que reúne produtores de seis municípios da fronteira Oeste, a Expo São Miguel é “uma grande oportunidade de revelar a boa qualidade da produção da Agricultura Familiar”. Produtos de outras regiões do estado, vinculados à Cooper Catarina, também estão expostos.
Em frente ao pavilhão da Feira da Agricultura familiar, a Empresa Agropecuária do Estado de Santa Catarina (Epagri), secretaria de Estado e gerência regional de Agricultura montaram um espaço para mostrar, de forma prática, a importância da preservação do meio ambiente, em especial dos leitos dos rios. Abaixo de uma pequena ponte de madeira foram montados dois modelos de rio: de um lado, mata ciliar, água límpida e até peixes vivos, enquanto do outro o rio está repleto de dejetos, com seu leito destruído e sem sinal de vida. Para a alegria e aprendizado dos visitantes, especialmente das crianças, a ponte pode ser atravessada. (Tayana Cardoso de Oliveira)

