Comunicação

Fetaesc pede apoio ao Legislativo em prol da liberdade de produção de tabaco


22/05/2012 - 21h40min

Sessão Ordinária – Tarde

Sessão Ordinária – Tarde

As dificuldades enfrentadas por agricultores e indústrias da cadeia produtiva de tabaco foram destaque na tarde desta terça-feira (22), durante a sessão ordinária. Um acordo de líderes possibilitou a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina (Fetaesc), representada pelo assessor de planejamento, Irineu Berezansky, apresentar a atual situação do setor, solicitando apoio do Legislativo em prol dos agricultores.
Na ocasião, um documento elaborado pela federação em favor da liberdade de produção foi entregue à Assembleia Legislativa. Direcionada á Comissão da Agricultura e Política Rural, a carta visa sensibilizar os parlamentares, ressaltando a importância socioeconômica do cultivo no Estado. Segundo Berezansky, a entidade prega a liberdade de produção e o apoio a medidas que fomentem a diversificação econômica da pequena propriedade agrícola, pois a cultura do tabaco não representa obstáculos para tal. “Ao contrário, é uma das melhores alternativas para a diversificação da atividade agrícola, por ser rentável, estável, além de permitir investimentos variados”, ressalta.
De acordo com a Fetaesc, em Santa Catarina cerca de 57 mil famílias dependem do plantio de tabaco, sendo que 25% dos produtores de tabaco no estado afirmam que, caso não possam mais se dedicar a esta cultura, 31% buscariam outra atividade temporária e 25 % buscariam empregos urbanos, o que comprova que muitas famílias poderiam deixar o campo em busca de renda.
Após o pronunciamento, alguns parlamentares, entre eles os deputados Manoel Mota (PMDB), Serafim Venzon (PSDB), José Milton Scheffer (PP) e Mauro de Nadal (PMDB) manifestaram suas preocupações e se colocaram à disposição na busca de apoio tanto no Parlamento quanto junto ao governo. “O tabaco no Brasil é o 3º produto agrícola em exportações primárias, o 6º produto mais exportado do agronegócio brasileiro e o 2º da pauta de exportações do Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, ressalta Manoel Mota. (Tatiani Magalhães)

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