
A falta de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) foi tema tratado na sessão desta quarta-feira (17). O deputado Valmir Comin (PP) relatou o fato que aconteceu com ele na sexta-feira (12), em Laguna, Sul do estado, situação que culminou com a cobrança por UTIs no município. A necessidade já havia sido ressaltada em outras ocasiões. Entretanto, o pedido ainda não foi atendido e os pacientes que necessitam de cuidados especiais têm que ser encaminhados para Tubarão, que fica a 27 Km e não possui leitos suficientes para atender toda a região.
Comin contou que foi ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, de Laguna, após sentir náuseas e vertigens. O diagnóstico dado pela equipe médica foi que havia sofrido um infarto e que deveria ser encaminhado a Criciúma para a realização de cateterismo, num período máximo de 3 horas. Chegando a Criciúma, passou por novos exames que não comprovaram o diagnóstico. “Fui muito bem atendido no hospital, mas percebi que não há condições para um cuidado mais eficiente, com UTI. Temos que nos unir para garantir que leitos de UTI sejam instalados naquele município que recebe 200 mil turistas nesta época”, defendeu.
O segundo vice-presidente da Mesa, deputado Jailson Lima (PT), concordou com o colega e comentou que o hospital citado foi um dos visitados por ele no ano passado. “Constatamos que precisa de vagas na UTI para os habitantes do município, bem como para os usuários da BR-101.” Enquanto o líder do PSDB, deputado Serafim Venzon, cobrou a disponibilidade de vagas para tratamento intensivo em todo o estado.
Já o deputado Joares Ponticelli (PP) falou sobre os pedidos dos moradores daquela região e sugeriu que os leitos em unidades filantrópicas sejam colocados à disposição da comunidade. “Pedem para que arrumemos vagas em UTI, mas para colocar um tem que tirar outro. Devemos pensar em uma maneira de ocuparmos os leitos que estão disponíveis no estado, ao invés de criarmos outros. Temos que encontrar uma maneira para que a população tenha acesso aos leitos já existentes nas instituições filantrópicas”, sugeriu. (Denise Arruda Bortolon/Divulgação Alesc)

