
Em manifestação contrária á instalação do complexo penitenciário no município de Palhoça, uma comitiva de aproximadamente 500 pessoas, organizada pela comunidade, esteve, na tarde desta quarta-feira (13), no hall do Poder Legislativo. A manifestação visa sensibilizar o governo do Estado e demais autoridades sobre as consequências negativas que o empreendimento acarretará para a região.
De acordo com os organizadores do “Movimento Penitenciária Não”, da localidade da Baixada do Maciambu, a área escolhida pelo estado para instalação da penitenciária possui restrições que acarretarão em inúmeros problemas referentes a impactos ambientais, sociais e culturais irreversíveis. Se implantado, o complexo penitenciário afetará a vida de localidades de Palhoça, como Guarda do Embaú, Praia do Sonho e Pinheira, e de Paulo Lopes.
Em nome dos integrantes do movimento, Hélia Alice dos Santos ressaltou que, entre os impactos ambientais, destaca-se o comprometimento do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, No aspecto cultural, a penitenciária fará limite com a Reserva Indígena Federal do Morro dos Cavalos, área repleta de sítios arqueológicos, além de abrigar vilas de pescadores com típica cultura açoriana. Já no âmbito social, cerca de 5 mil famílias serão diretamente afetadas, uma vez que a região possui um potencial turístico que vem se desenvolvendo a cada ano.
Entre os manifestantes, o vereador Nirdo Artur Luz – Pitanta (DEM) informou que a Lei Municipal nº 822/1988 não permite a construção de prédios destinados ao funcionamento de penitenciárias ou cadeias públicas em Palhoça. (Tatiani Magalhães)

