
O deputado Lício Mauro da Silveira (PP) lançou nesta quinta-feira (20) o caderno informativo “Sistemas de avaliação na educação”, no qual sintetiza os métodos de avaliação empregados nas escolas públicas e particulares do Brasil. O livreto enfatiza o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que resulta de avaliação aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Inep) nas escolas do país, a cada dois anos.
A publicação, editada pelo parlamentar, é fruto de uma pesquisa realizada sobre o tema ao longo dos últimos seis meses. Foram impressos 3 mil exemplares, os quais serão distribuídos a escolas e profissionais da área. No decorrer da pesquisa, Lício Mauro constatou que a maior parte dos profissionais da educação desconhece o Ideb, ferramenta que o deputado defende como essencial para estimular a melhoria da qualidade de ensino.
Analisando o desempenho das escolas públicas e particulares da Grande Florianópolis no Ideb, Lício Mauro verificou que a nota média é 4,5, um nível que ele considera ruim e que não é diferente no estado. “Pouquíssimos municípios catarinenses (somente seis) possuem índice superior a 6, em uma escola de 0 a 10. Portanto, não podemos dizer que a qualidade do ensino no nosso estado é boa. É ruim, e precisamos criar ferramentas para acompanhar e melhorar isso”, propõe.
Avaliação da educação
O Brasil tem como meta atingir média 6 no desempenho das escolas públicas de ensino fundamental até 2021. Lício Mauro acredita que em Santa Catarina essa meta pode ser antecipada para 2014 e vai fazer essa proposta por meio de um projeto de lei. Para incentivar as escolas a buscarem melhorar seu desempenho e, consequentemente, a qualidade do ensino que oferecem, o projeto vai prever a criação de um sistema catarinense de avaliação. Seria uma espécie de Ideb catarinense, aplicado a cada dois anos (em alternância com a avaliação nacional).
Pela matéria, as escolas ficariam obrigadas a tornar público o desempenho obtido na avaliação, afixando o resultado em placa visível, na entrada da unidade escolar. Com isso, o deputado pretende criar uma espécie de concorrência, pois acredita que os pais vão procurar matricular os filhos nas escolas de melhor desempenho. Em consequência, devem participar e cobrar mais qualidade de ensino. O projeto também vai sugerir uma bonificação para os profissionais das escolas que atingirem a meta. (Lisandrea Costa/Divulgação Alesc)

