Comunicação

Limite máximo de 70% na cobrança na tarifa de esgoto avança na Alesc


04/09/2019 - 14h52min

Conforme projeto de Marcius Machado (E), tarifas de esgoto sanitário não poderão exceder 70% sobre o consumo de águas tratadas

Conforme projeto de Marcius Machado (E), tarifas de esgoto sanitário não poderão exceder 70% sobre o consumo de águas tratadas

FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa aprovou, na manhã desta quarta-feira (4), que as tarifas de esgoto sanitário não poderão exceder 70% sobre o consumo de águas tratadas em casas, indústrias e estabelecimentos comerciais. Autor da proposição, o deputado Marcius Machado (PL) justificou o texto citando o “descontentamento geral da sociedade de Santa Catarina” com os valores cobrados pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

“Quando os municípios vão negociar com a Casan, ela diz que não vai negociar e que a tarifa é de 100%. Ou seja, [sobre] tudo o que se consome de água, você paga 100% de esgoto. A Associação Brasileira de Normas Técnicas diz que o que você consome de água é 80% de esgoto. Então, desta maneira, nós estamos regulamentando e determinando até 70%. Em São Ludgero [cobra-se] 50%, 70% em Itajaí. Então por que a Casan tem que determinar 100% em todos os municípios de sua abrangência?”, indagou o parlamentar. De acordo com ele, “são milhões e milhões em lucro”. Machado argumentou que, com o projeto, se busca reduzir esse lucro para beneficiar a sociedade.

A decisão foi questionada pelo deputado Bruno Souza (sem partido), que levantou dúvida sobre a validade da proposta ao afirmar que o projeto é irregular. “Nós temos uma lei federal que fala que nós não podemos fazer isso. [A definição da tarifa] é competência da agência reguladora. Então, o que vai acontecer é que esse projeto vai gerar uma expectativa nos munícipes e vai cair lá na frente. Ele vai ser derrubado pela Justiça porque é irregular e extrapola nossa competência como deputados. E, obviamente, não vai ter resultado porque assim que sair da Casa, a própria Casan ou a Aresc vai entrar com um pedido e vai derrubar na Justiça”, avaliou.

O texto vai agora para a Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia, onde tramitará em caráter terminativo. Se obtiver nova aprovação, poderá ser analisado pelo Plenário da Alesc.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias