
Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (11), na Assembleia Legislativa, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou a transferência da praça de pedágio na BR-101, em Palhoça, para a divisa com o município de Paulo Lopes, em um prazo de seis meses.
Conforme a ministra, após centenas de reivindicações e manifestações por parte dos moradores de Palhoça, na região sul da Grande Florianópolis, a praça de pedágio que, atualmente, divide o município ao meio, será transferida de local.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) acertou com a Auto Pista Litoral Sul e com o Ministério dos Transportes a alteração no contrato para viabilizar a mudança. “Até então não havia possibilidade legal de transferência, pois a concessão da rodovia terminava na ponte, onde está construída a praça. É a segunda vez que ocorre uma alteração de contrato desta magnitude com a empresa concessionária. Tivemos que resolver impasses ambientais e legais para atender ao bem estar dos moradores”, explicou a ministra.
Em relação às obras de duplicação da BR-101, Ideli Salvatti falou sobre os problemas que o governo federal teve que administrar com algumas empreiteiras. “Algumas faliram, outras encerraram o prazo de licitação e ainda temos três trechos não licenciados: a ponte de Laguna, o túnel do Formigão e o túnel do Morro dos Cavalos”, pronunciou-se sobre a tão demorada obra de conclusão da rodovia.
A construção do anel viário entre os municípios de Biguaçu e Palhoça, na Grande Florianópolis, foi mais um dos assuntos abordados durante a coletiva. O projeto visa a desafogar o trânsito na região e a ideia é construir duas ou três pistas em cada lado da rodovia para o fluxo local. Desta forma, a pista principal ficará exclusiva para o tráfego pesado.
Indagada sobre a participação do orçamento federal nas obras da possível quarta ponte, em Florianópolis, a ministra de Relações Institucionais avaliou a questão como complexa. “Essa discussão, sobre as possibilidades de mobilidade em uma ilha, deve ser pautada por um olhar diferenciado, com muito cuidado”, ponderou, citando as outras duas capitais ilhas no Brasil: Vitória (ES) e São Luís (MA), como não integrantes das cidades sede da copa de 2014, assim como Florianópolis, justamente pelos entraves de mobilidade. “Estamos tratando deste assunto com os demais ministros, governadores dos três estados e prefeitos das referidas capitais para buscar ações que resolvam de forma efetiva os problemas relacionados à questão”.
Estiveram presentes na coletiva os deputados Jailson Lima (PT) e Ana Paula Lima (PT), além do deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMBD/SC).
(Michelle Dias)

