Comunicação

Movimento Saúde + 10 colhe mais de 70 mil assinaturas em Santa Catarina


09/04/2013 - 17h59min

Entrega das Assinaturas – Saúde Mais Dez. Foto: Lucas Gabriel Diniz

Entrega das Assinaturas – Saúde Mais Dez. Foto: Lucas Gabriel Diniz

Um dia antes da contabilização prévia nacional das assinaturas em prol da campanha Saúde+10, a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense e a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa recebem os abaixo-assinados de diversas entidades do estado. Em Santa Catarina, estima-se que foram colhidas entre 70 mil e 80 mil assinaturas. Os documentos serão entregues nesta quarta-feira (9), em Brasília, para a contagem nacional, a ser realizada pelo Conselho Nacional de Saúde.

A Assembleia Legislativa apoia o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública (Saúde+10). O abaixo-assinado nacional pretende recolher o mínimo de 1,5 milhão de assinaturas, necessárias para o projeto de lei de iniciativa popular que visa assegurar 10% da receita bruta da União à saúde pública. Com a iniciativa, pretende-se amenizar o problema do subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Estados e municípios precisam complementar com recursos próprios os custos dos serviços públicos de saúde disponibilizados à sociedade.

Segundo o deputado Volnei Morastoni (PT), que preside a Comissão de Saúde, o Conselho Nacional fará uma auditoria nos formulários, para que se evite a anulação do abaixo-assinado no Congresso. “Mesmo que tenha se completado o número necessário, haverá auditoria nas assinaturas e o movimento vai continuar. Queremos aproveitar o 1º de Maio para colher mais assinaturas junto às centrais sindicais”, planeja Morastoni.

Para o parlamentar, apesar de parecer simples, o movimento requer planejamento e mobilização para que as pessoas participem. “Mesmo em se tratando de saúde, com as pessoas sentindo na pele os problemas, não é fácil fazer a população participar”, reclama. No estado, as assinaturas representam menos de 2% dos catarinenses.

Sensibilização em Brasília
Morastoni e o deputado José Milton Scheffer (PP), que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Catarinense, participarão do movimento amanhã em Brasília. “Faremos uma grande mobilização no Congresso Nacional e em outras instituições, junto ao Conselho Nacional de Saúde, para, a partir daí, sensibilizarmos a presidente Dilma e o ministro da Saúde da necessidade de maior aporte financeiro para o sistema hospitalar brasileiro. Esta emenda de iniciativa popular vai garantir para a saúde do Brasil mais de R$ 40 bilhões”, defende Scheffer.

O deputado prevê que com 10% de recursos garantidos para a saúde será possível um reajuste imediato da tabela do SUS, o que pode impedir que “mais da metade dos 2 mil hospitais brasileiros (santas casas, hospitais comunitários e filantrópicos) venham a fechar até o fim do ano”.

Este é o caso do Hospital São José e da Maternidade Chiquinha Gallotti, em Tijucas, na Grande Florianópolis, administrado pela Sociedade Divina Providência. Segundo sua presidente, Irmã Enedina Sacheti, o custo mensal para a manter a emergência aberta é de R$ 111 mil. Porém, pela tabela do SUS, que não é reajustada desde 1996, os recursos repassados são de R$ 15 a R$ 20 mil.

Hospital em Tijucas pode fechar
“A falta de recursos inviabiliza o funcionamento do hospital. Todo mês a Sociedade Divina Providência tem que colocar recursos, e se não colocar não tem profissionais. Então fica devendo para fornecedores e funcionários. É impossível receber os serviços e não honrar os compromissos, não admitimos. Há necessidade de conseguir remuneração que cubra nossos custos”, reclama Irmã Enedina. O hospital em Tijucas pode fechar as portas no mês que vem com a falta de recursos.

Para contribuir com o Movimento Saúde + 10, a Sociedade Divina Providência colheu 700 assinaturas, entregues na manhã de hoje na Assembleia Legislativa. (Com informações de Ludmilla Gadotti)

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias