
Todos os dias é a mesma coisa. Fila para entrar e sair da Ilha de Santa Catarina. Trânsito complicado e lento no Centro da Capital catarinense e no acesso às praias. Mais uma vez o assunto veio à tona na tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão de hoje (11), trazido pelo deputado Lício Mauro da Silveira (PP). Ele citou alguns pontos que considera os maiores desafios enfrentados pelos habitantes e turistas. “A entrada e saída de Florianópolis é um pesadelo, mas os gargalos no trânsito estão por toda a parte”, declarou.
De acordo com o pesquisador Valério Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), entre 21 municípios brasileiros, e confrontada com 164 cidades de outros países, Florianópolis é a segunda cidade do mundo com a pior mobilidade urbana. Lício aproveitou o dado e classificou as ligações Centro-Aeroporto, Centro-Norte da Ilha, Centro-Sul da Ilha, Lagoa da Conceição-Centro e entre pontos da área central como “extremamente problemáticas”. A travessia das pontes Colombo Machado Salles e Pedro Ivo Campos, no início da manhã e no final da tarde, de segunda a sexta-feira, foi chamada de “um sofrimento diário”.
O pepista se uniu às reclamações da população sobre o problema, de olho no “faz de conta” do poder público que, segundo ele, “parece estar estudando e tentando resolver a situação”. “As filas são constantes e a desestruturação do tráfego é algo incomum. Sabe-se que a engenharia de tráfego é inoperante, e a falta de organização e fiscalização nesse amontoado de veículos agrava cada vez mais o caos enfrentado pelos motoristas que fazem milagres para evitar acidentes e outras complicações. Ser motorista educado, aqui em Florianópolis, é fazer papel de bobo”, frisou.
Lício enfatizou que uma parte do papel do parlamentar é cobrar dos governantes as soluções necessárias e indispensáveis para a melhoria da locomoção entre a Capital e os municípios vizinhos, uma das maiores reivindicações da população no momento. (Andreza Matos de Souza/Divulgação Alesc)

