Comunicação

Pedido para instalação da CPI dos Benefícios Fiscais é protocolado


Marcelo Espinoza
06/03/2019 - 22h03min

Pedido de Informação sobre os supostos benefícios de gaveta geraram debate no Plenário da Alesc

Pedido de Informação sobre os supostos benefícios de gaveta geraram debate no Plenário da Alesc

FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL

O deputado Laércio Schuster (PSB) protocolou, na tarde desta quarta-feira (6), o requerimento com o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para investigar a concessão de benefícios fiscais por parte da Secretária de Estado da Fazenda. O documento foi protocolado na Presidência da Alesc.

O pedido, com 22 assinaturas, será analisado pela Procuradoria-Geral da Assembleia. Com base na manifestação da procuradoria, o presidente da Casa, deputado Julio Garcia (PSD), decidirá se acata ou não o requerimento para instalação da comissão.

Para Schuster, o fato determinante para a CPI são as declarações dadas pelo secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, durante sessão especial na Assembleia, no dia 19 de fevereiro, a respeito da concessão de benefícios fiscais de gaveta.

“O secretário falou que não tinha conhecimento de todos esses benefícios, numa verdadeira caixa preta”, comentou o deputado. “Nós não somos contra os incentivos fiscais, eles são importantes para a nossa economia, mas eles têm que ser dados para quem gera emprego e renda em Santa Catarina.”

Plenário
Durante a Ordem do Dia da sessão ordinária desta quarta-feira (6), os deputados estaduais aprovaram um Pedido de Informação, de autoria da deputada Paulinha (PDT), solicitando ao secretário da Fazenda informações sobre os benefícios fiscais de gaveta.

“O propósito é esclarecer essa expressão [de gaveta], para termos mais clareza sobre esse ponto, que tem incomodado todos nós. Quanto mais informações tivermos, mais preparados estaremos para agir”, disse a deputada.

O pedido provocou debates entre os deputados. Os deputados Kennedy Nunes (PSD), Ismael dos Santos (PSD), Moacir Sopelsa (MDB), Volnei Weber (MDB) e Milton Hobus (PSD) se manifestaram sobre o assunto. Os três últimos declararam estar preocupados com as consequências das declarações do secretário para o setor produtivo catarinense.

“Não existe incentivo de gaveta num estado onde todo o sistema tributário é informatizado.
Isso é uma falácia, fico muito preocupado com isso. É muito fácil fazer caça às bruxas”, disse Hobus. “Podemos criar um constrangimento nas empresas que vieram para cá e que vão embora por causa disso.”

“Os incentivos foram dados com o pensamento do desenvolvimento do estado”, considerou Sopelsa. “Há pontos que precisam ser discutidos. Mas não podemos constranger quem gera emprego e impostos.”

“Isso coloca muitos empresários numa situação complicada, jogou todos numa vala comum. Se tem casos em que o benefício foi concedido de maneira equivocada, que se faça uma revisão, segmento por segmento”, completou Volnei Weber.

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