
O impasse da greve do magistério se agravou hoje (15) depois da reunião realizada na Assembleia Legislativa, no final da tarde. No encontro, o secretário- adjunto da Educação, Eduardo Deschamps, deixou claro que o governo não reabriu as negociações, mas aceitou mais uma conversa com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) a pedido do líder do governo, deputado Elizeu Mattos (PMDB), e da deputada Ana Paula Lima (PT). Diante da falta de entendimento, Deschamps confirmou que a folha de pagamento do magistério vai ser rodada amanhã com o desconto dos dias parados. Estavam presentes também o vice-líder do governo, deputado Jean Kuhlmann (DEM), e o deputado Padre Pedro Baldissera (PT).
Deschamps alegou que o governo não pode mais adiar a folha de pagamento sob pena de atrasar os vencimentos de todo funcionalismo público. A proposta é que após o final da greve seja rodada folha suplementar, o que dependeria ainda da votação de um projeto de lei complementar que iniciaria sua tramitação no Legislativo no início da próxima semana.
Joaninha Oliveira, representante do Sinte, afirmou que a categoria não abre mão do valor atual da regência. Dos atuais 40% e 25% os valores seriam reduzidos para 25% e 17%, respectivamente. Eles também não aceitaram as condições apresentadas pelo governo, principalmente a de iniciar a recomposição da regência de classe a partir de janeiro de 2012, concluindo sua revisão no prazo de 12 meses. O piso da categoria permaneceria em R$ 1.483, mais vantagens adicionais, contemplando 100% dos servidores. A greve chegou hoje ao seu 28º dia. (Rossana Espezin)

