Comunicação

Policiais militares querem melhorar salário, mas preservando direitos


Vítor Santos
06/06/2013 - 16h10min

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis. Foto: Fábio Queiroz

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis. Foto: Fábio Queiroz

Durante a sessão ordinária da manhã desta quinta-feira (6) o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) anunciou que os praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros estão atentos às negociações entre os respectivos comandos e o Executivo em torno dos vencimentos dos militares. “Tem circulado nas esferas de comando algumas propostas, algumas delas com números atrativos, porém com elementos que indicam a retirada de direitos, como jornada de trabalho de 40 horas, o pagamento de horas-extras e a remuneração do posto superior na passagem para a reserva”, explicou o parlamentar.

Segundo Soares, existe a preocupação de que salários maiores justifiquem a subtração de alguns desses direitos. “Por meia dúzia de patacas acabam abrindo mão de direitos importantes”, argumentou, acrescentando que na última assembleia os praças decidiram “lutar por salário digno, sem a retirada de direitos”.

Ponte Hercílio Luz
Soares lamentou o fato de que a ponte Hercílio Luz permaneça fechada por 22 anos. O parlamentar lembrou que antes de 1926, quando foi inaugurada a primeira ligação Ilha-Continente, todo o transporte de mercadorias e pessoas era feito através do mar.

Depois, argumentou o deputado, passou a ser feito pela ponte. Soares defendeu sua abertura e disse que a ponte pode ser utilizada como meio de mobilidade, principalmente para os moradores do Continente, que podem se deslocar até o centro de bicicleta ou a pé através do ícone maior da capital barriga verde.

Criação de novos municípios
Serafim Venzon (PSDB) destacou a tramitação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei nº 416, que permite a criação de novos municípios. Segundo o parlamentar, o projeto de lei estabelece novos critérios, como um número mínimo de habitantes (no caso do Sul do país, 12.016 habitantes), bem como a realização de plebiscito, no qual votam as pessoas que residem no distrito que deseja emancipar-se, além de todos os demais habitantes do município.

Até 1980, informou Venzon, havia no país 3.974 municípios. Em 1996 esse número pulou para 4.897 e hoje há 5.565. Santa Catarina atualmente tem 295 municipalidades.

Venzon criticou o atual modelo de divisão de receitas dos impostos, hoje praticamente lastreado no fator econômico. “Quanto mais produz, mais retorno de ICMS tem o município. Aparentemente até parece justo, mas não é”, ponderou o representante de Brusque, que defendeu o aumento do peso do número de habitantes na divisão do bolo tributário. “O principal divisor da renda pública deveria ser o número de habitantes”, propôs o parlamentar.

Percentuais mínimos não cumpridos
Neodi Saretta (PT) ressaltou na tribuna a constatação do Tribunal de Contas de que o estado não gastou o mínimo constitucional previsto em educação e saúde. No caso da saúde, segundo Saretta, ao invés de 12% o governo gastou pouco mais de 10%.

“Quando se estabelece um mínimo ele é o mínimo mesmo, parte daí para cima, não daí para baixo”, explicou Saretta, que questionou o motivo do estado não cumprir esse mínimo, uma vez que há necessidade de ampliar os atendimentos. “Nós percebemos que o não cumprimento cria uma situação de dúvida”, declarou o representante de Concórdia, que anunciou investimentos do Ministério da Saúde na ordem R$ 30 milhões para serem aplicados nos hospitais de Caçador, Joaçaba, Curitibanos, cujos atendimentos abarcam cerca de 50 municípios.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias