Comunicação

Representante da Fiergs comentou sobre os impactos do mínimo regional no Rio Grande do Sul


03/08/2009 - 22h24min

Encontro na FIESC debate Piso Regional

Encontro na FIESC debate Piso Regional

O projeto que pretende instituir em Santa Catarina o salário mínimo regional continua gerando divergência entre os parlamentares, o Executivo e as entidades do setor industrial. Na reunião de hoje, a Fiesc trouxe o executivo André Barcellos, do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) com o objetivo de falar sobre os impactos da adoção do mínimo regional naquele estado.
Segundo Barcellos, a ideia do encontro é mostrar as dificuldades que o Rio Grande do Sul está passando com a adoção do mínimo regional. “As negociações de reajuste coletivo estão sendo prejudicados por esta fixação do mínimo. O governo de nosso estado tentará acabar com o salário mínimo regional porque os gaúchos, com dificuldade de encontrar empregos em seu próprio estado, já estão procurando em outros estados.”
O presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, afirmou que a entidade é contra o salário mínimo regional, da forma que está sendo sugerido. “As indústrias não são contra, mas não concordamos como isso está sendo encaminhado. São quatro valores diferentes. É muito discriminatório.” De acordo com ele, o proprietário de uma empresa de informática declarou que, se o mínimo regional for aprovado como no projeto, ele terá 25% de crescimento da folha de pagamento. “Temos que ver que as empresas têm condições diferentes. As regiões têm condições diferentes. Tudo isso tem que ser considerado”, completou.
Já o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorginho Mello (PSDB), acredita que o atual momento é de ouvir. “Estamos aqui para ouvir para, aí então, poder estudar e discutir o projeto com mais propriedade. A Assembleia Legislativa está aqui para cumprir seu papel de intermediadora da sociedade. Nós queremos é que a lei seja boa para Santa Catarina.”
O deputado Renato Hinnig (PMDB) disse que o projeto é polêmico e que precisa ser debatido com calma. “É preciso ouvir todos os argumentos. Na minha opinião, nós precisamos de mais tempo para discutir o projeto, já que vai influir na vida de muitos catarinenses”, falou o parlamentar.
O líder do governo na Casa, deputado Elizeu Mattos (PMDB), garantiu que o governador não retirará o regime de urgência do projeto. “O regime de urgência continua, apesar de ser um projeto polêmico. Cada interessado deve mostrar seu lado para que possamos debater e saber realmente qual o impacto disso.”
Em nome da oposição, o deputado Silvio Dreveck (PP), que voltou hoje de licença, também defendeu um debate mais aprofundado sobre a medida. “A retirada da urgência do projeto é o ideal. Santa Catarina, bem como todo o país, vive um momento delicado.” Dreveck também lembrou que a lei irá retirar o poder do sindicato em relação aos acordos coletivos. “Não adianta eu prometer R$ 600,00s se não puder pagar. Um projeto como esse não deve ser atropelado”, concluiu.
Encontrar um ponto de equilíbrio. Isso é o que deseja o deputado Moacir Sopelsa (PMDB). “Temos que buscar um entendimento e atender todas as partes envolvidas. Não podemos é deixar que alguém saia prejudicado com essa lei.”
A Federação de Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc) também se posicionou contra o salário mínimo regional. O vice-presidente da entidade, Enori Barbieri, disse que o assunto tem que ser tratado com as entidades representativas. “Trabalhamos durante um ano para conseguir um piso para o setor. Quando decidimos, em acordo com todas as entidades representativas, por um piso inicial de R$ 500,00, vem esse projeto. Isso nos deixou indefesos. Essa decisão vai trazer desemprego e mais informalidade. O governo se equivocou.” (Graziela May Pereira/Divulgação Alesc)

*Leia também a matéria “Encontro na Fiesc avalia implantação do salário mínimo regional”

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