Comunicação

Representante do Parlamento Nacional do Timor-Leste visita Legislativo catarinense


17/11/2011 - 14h50min

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

A Assembleia Legislativa recebeu na manhã desta quinta-feira (17) a visita da chefe da Divisão de Recursos Humanos do Parlamento Nacional do Timor-Leste, Idalina Pereira Guterres. A representante timorense, que pretende conhecer o modelo de gestão de pessoal implantado no Legislativo de Santa Catarina, foi recepcionada no plenário pelo deputado Antonio Aguiar (PMDB).
Segundo Idalina, a finalidade de sua visita à Assembleia Legislativa é aprender sobre a estrutura do setor de recursos humanos, além de questões pontuais como gestão, planejamento, sistemas de informática e avaliação de desempenho funcional. “Essa experiência servirá para definirmos o que poderemos adaptar para o Parlamento Nacional”, disse. Ela também demonstrou interesse pelo trabalho de capacitação desenvolvido pela Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira.
Aguiar destacou a importância de se prestar auxílio ao país, cuja independência foi reconhecida em 2002. “Temos que ajudar o Timor-Leste, que está iniciando a sua vida, tem o mesmo idioma que o nosso, possui mais de um milhão de habitantes e necessita de infraestrutura e conhecimento”, falou. O deputado comentou ainda que desde o início deste ano um funcionário da Câmara Municipal de Canoinhas foi cedido ao Parlamento Nacional do Timor-Leste para realizar serviços na área de informática. A ação é um exemplo de medida que fortalece a relação de cooperação entre as nações brasileira e timorense.
Saiba mais – O Timor-Leste, localizado no sudeste asiático, tornou-se independente a partir de um referendo popular organizado em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O país foi uma colônia portuguesa até 1975 e depois teve seu território ocupado pela Indonésia por quase 25 anos. O reconhecimento de sua independência deu-se apenas em 2002.
O sistema político do Timor-Leste é uma República semi-presidencialista. O chefe de Estado é o presidente, eleito pelo voto popular para um mandato de cinco anos. O chefe de governo é o primeiro-ministro. A partir de convite do presidente, é escolhido o líder do partido mais votado para o Parlamento Nacional ou da aliança de partidos com maioria na formação do governo. Atualmente, os ocupantes dos cargos são, respectivamente, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
O órgão legislativo, de fiscalização e de decisão política do país é o Parlamento Nacional. É composto por um mínimo de 52 e um máximo de 65 deputados em uma câmara única. Os parlamentares são eleitos por voto popular para mandatos de cinco anos. (Ludmilla Gadotti)

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