Comunicação

Seminário aborda recuperação e cuidados ambientais


Tatiani Magalhães
24/06/2013 - 21h24min

Darlan Airton Dias, Procurador da República em Criciúma. Foto: Carlos Kilian

Darlan Airton Dias, Procurador da República em Criciúma. Foto: Carlos Kilian

Ao considerar um momento de interlocução, o Procurador da República em Criciúma, Darlan Airton Dias, ao abordar a “Recuperação e cuidados ambientais” referentes à geração de energia a partir do carvão mineral durante o Seminário “Panorama Energético e o Carvão Mineral”, apontou cinco sugestões importantes para as políticas que tratam da questão. 

Entre as observações cabíveis, Dias disse que é fundamental que haja garantia de orçamento por parte da União na recuperação ambiental, sendo que 25% do passivo é a União que tem que recuperar, e pra isso é necessário recursos no orçamento geral distribuído ao longo dos próximos oito anos, quando ocorrerão as obras. Outro ponto são as empresas privadas que, para recuperar os passivos precisam de recursos; sendo fundamental o incentivo a pesquisa para o aproveitamento dos rejeitos, já que existem 65% de rejeitos; necessidade de um Plano Diretor de Mineração e, especialmente, reforço nos órgãos DPM e Fatma responsáveis pela fiscalização.     

Bacia carbonífera catarinense
Segundo Dias, a bacia carbonífera catarinense da região Sul do estado abrange 100% da bacia Hidrográfica do Rio Urussanga, uma parte do Rio Tubarão e parte do Rio Araranguá. O grande problema ambiental que envolve o carvão mineral catarinense é o fato de conter um índice muito alto de rejeitos: a cada 100 toneladas em material extraído com o subsolo, em media 35% é carvão, o resto é rejeito composto por um mineral, chamado pirita (composto de ferro e enxofre), que quando entra em contato com a água e oxigênio ocorre uma reação química gerando o ácido sulfúrico. Se escorrer para as águas proporciona a contaminação, baixando o PHD da água, que normalmente é de 6,5 e 7. As águas que fazem parte dos três rios que compõem a bacia catarinense possuem PHD 3 e 4, se baixar a menos de 4 ele libera metais que ficam na água. “A questão é encapsular esse reagentes, isolados hidricamente de forma que não tenham mais contato com oxigênio, necessitando ser tratados. Precisamos ter cuidado com as instalações futuras, sendo que a recuperação e os cuidados ambientais em Santa Catarina é algo recente”, ressalta.

O procurador da República afirmou que, desde 2006, o acompanhamento na execução da sentença tem sido rigoroso, com critérios técnicos definidos e homologados na Justiça Federal. Nos casos de descumprimento dos cronogramas acordados em juízo, multas têm sido aplicadas.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias