Comunicação

Seminário visa conscientizar sociedade sobre a Síndrome do X-Frágil


22/09/2010 - 20h51min

IV Encontro Catarinense da Síndrome do X-Frágil

IV Encontro Catarinense da Síndrome do X-Frágil

O encerramento das atividades promovidas pela Associação Catarinense da Síndrome do X-Frágil, realizadas nesta quarta-feira (22), Dia Estadual de Conscientização da síndrome, contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas, entre educadores, profissionais da saúde, pais e amigos de portadores interessados em aprender a identificar e, principalmente, lidar com os diagnósticos positivos. Diante do alto índice de questionamentos e dúvidas sobre o tema, os organizadores reservaram o período da tarde para que portadores do X-frágil relatassem suas histórias. A partir deste momento, ocorreu uma troca de experiências que serviu como um alerta para a sociedade, em especial aos profissionais de saúde, que têm a função de bem informar os portadores da síndrome.
Atentas aos depoimentos, as pedagogas Márcia Cristina Chaves e Priscila Pasqualini, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Santa Catarina (Senai/SC), falaram sobre o programa “Senai de Ações Inclusivas”. Cerca de 80% das escolas da instituição estão adaptadas para receber pessoas com necessidades especiais, com equipes preparadas para prestar um bom atendimento em libras, braille e altas habilidades. Profissionais da unidade Senai/São José, ambas discorreram sobre a experiência de trabalhar com alunos afetados pelo X-Frágil. “No primeiro momento, a instituição se preparou conhecendo as causas e como trabalhar com os portadores, na sequência recebeu os alunos e em um terceiro momento passamos fazer o resgate pedagógico. Agora temos apenas uma aluna, de 22 anos, cursando o primeiro ano do ensino fundamental. Com grandes avanços, a estudante apresenta maior dificuldade na leitura, com problemas de aprendizado. Cada aluno portador do X-Frágil possui o acompanhamento de um monitor em sala de aula”, explicou Márcia.
Na condição de monitora, Priscila explicou que o acompanhamento diário junto às atividades escolares dos alunos afetados auxilia o aceleramento do aprendizado. “Faço um relatório diário para meu controle, um relatório mensal e trimensal para a secretaria regional e uma vez por mês há uma reunião com os pais para avaliar o aprendizado escolar e o comportamento em casa. Trabalhamos com a meta de proporcionar a autonomia de vida”, revelou. (Tatiani Magalhães/Divulgação Alesc)

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