Comunicação

Sindicatos protocolam projeto que revoga alíquota previdenciária de 14%


16/08/2022 - 18h16min

Servidores na apresentação do projeto de lei de iniciativa popular

Servidores na apresentação do projeto de lei de iniciativa popular

FOTO: Vicente Schmitt/Agência AL

Presidentes e lideranças de mais de dez sindicatos de servidores públicos, com apoio da Bancada do PT, protocolaram na tarde desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa, projeto de lei de iniciativa popular, com mais de 56 mil assinaturas, que pede a revogação da alíquota previdenciária de 14% sobre o salário dos aposentados e pensionistas do estado que ganham até o teto do INSS, hoje de R$ 7.087,22. O projeto foi recebido pelo presidente do Parlamento, deputado Moacir  Sopelsa (MDB), que garantiu o encaminhamento às comissões permanentes para análise. “Temos o compromisso de fazer tramitar dentro da legalidade, mas o poder de decisão maior é do Plenário da Casa.”

O secretário de formação do Sinte/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina), Aldoir José Kraemer, representando os demais sindicatos, afirmou que no ano passado a Lei Complementar 773, conhecida como a reforma da previdência dos servidores públicos estaduais, cometeu uma grande injustiça porque a alteração da faixa de isenção do desconto previdenciário atacou justamente os menores salários.  Ele destacou que, na ocasião, a Bancada do PT votou contra.

Ele salientou que o projeto de iniciativa popular foi proposto pelo Sinte, mas assumido pelo Fórum de sindicatos de servidores públicos do estado, com objetivo de retornar a isenção do pagamento previdenciário para os aposentados e servidores inativos.  “Muitos estados brasileiros não têm essa taxação e nós queremos que em Santa Catarina não seja cobrado.”

Aldoir disse ainda que o desconto de 14% não distingue se a renda mensal é baixa ou não: o tributo pago por um servidor que ganha 1 salário mínimo é justamente o mesmo que é pago pelo servidor que ganha R$ 39,2 mil, que é o teto dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para viabilizar um Projeto de Lei de iniciativa popular, são necessárias cerca de 54 mil assinaturas, o equivalente a 1% do total de eleitores catarinenses, condição estabelecida pelas constituições federal e estadual.

Sopelsa garantiu, ao receber as mais de 56 mil assinaturas, que o Parlamento é o local em que saem as decisões, as leis, e é um direito dos servidores reivindicar aquilo que eles acreditam que é justo. “Vamos dar todos os encaminhamentos legais possíveis. Não tenho os detalhes da matéria, mas o nosso compromisso é fazer ele tramitar dentro da legalidade nas comissões permanentes pertinentes.”

De acordo com o Regimento Interno da Alesc, as sugestões de iniciativa popular seguem para Comissão de Legislação Participativa e se receberem parecer favorável serão transformadas em proposição de autoria da Comissão e encaminhadas à Mesa para tramitação. As sugestões que receberem parecer desfavorável da Comissão de Legislação Participativa serão arquivadas.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias