
Cerca de 30 representantes do Senado e da Câmara Federal, das rádios e TVs de 11 legislativos estaduais e sete municipais reafirmaram, na manhã de sexta-feira (03), seu propósito de integrar uma rede legislativa de TV digital aberta. A decisão foi tomada durante a X Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral), organizada em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. O evento aconteceu no Plenarinho Paulo Stuart Wright, no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis.
A abertura ficou a cargo da presidente da Astral e diretora de Comunicação Social da Assembleia catarinense, Lúcia Helena Evangelista Vieira. O palestrante convidado foi o membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Takashi Tome, que abordou a situação das TVs Legislativas no atual sistema digital adotado no país. Tome já atuou em eletrônica de consumo, instrumentação industrial e alta tensão e tem extensa atuação em telecomunicações e tecnologia da informação, redes telefônicas convencionais e ópticas, redes de TV a Cabo, desenvolvimento de software, serviços multimídia e TV digital.
O debate versou também sobre a participação da Astral no último Seminário Interno EBC, realizado dia 9 de novembro, em Brasília, para discutir a Rede Nacional de Televisão Pública Digital – RNRPD. Na ocasião, os representantes da entidade – a presidente Lúcia Helena e a primeira vice-presidente, Evelin Maciel – mobilizaram os conselheiros a refletirem sobre a inclusão dessas emissoras no projeto.
Durante o encontro em Florianópolis, os participantes reivindicaram os espaços devidos às TVs Legislativas estaduais e municipais em canais digitais abertos e sem compartilhamento de horários, devido à importância das TVs Legislativas como instrumentos de transparência e prestação de contas, ampliando o acesso à informação e fortalecendo a cidadania.
Segundo levantamento feito pela Astral em agosto deste ano, 16 emissoras de TV Assembleia são transmitidas por canal fechado, inclusive a de Santa Catarina, sete em canal aberto e uma exclusivamente por internet. Atualmente nenhuma emissora de câmaras municipais é transmitida por canal aberto, o que restringe o acesso às informações do Poder Legislativo a apenas cerca de 10% da população brasileira.
Após o debate, foi lançado o site da entidade. A programação continua no período da tarde com instalação da Assembleia Geral da Astral para deliberar sobre assuntos internos, inclusive sobre a realização do Encontro Internacional de TVs Legislativas e projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. (Rossana Espezin)
X Assembleia Geral da Associação Brasileira das Televisões e Rádios Legislativas e o Encontro semestral para debater sobre TVs Legislativas e o Sistema Digital
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X Assembleia Geral da Associação Brasileira das Televisões e Rádios Legislativas e o Encontro semestral para debater sobre TVs Legislativas e o Sistema Digital
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