Comunicação

Arborização urbana e gestão de dados climáticos na pauta da Comissão de Meio Ambiente


Guia de boas práticas para arborização urbana e projeto coletivo de municípios do Médio Vale do Itajaí foram destaque em reunião do colegiado ambiental da Alesc

Pedro Schmitt
16/10/2025 - 16h25min

Arborização urbana e gestão de dados climáticos na pauta da Comissão de Meio Ambiente

FOTO: Daniel Conzi/Agência AL

Espaço para o planejamento ambiental
O planejamento de arborização urbana com acompanhamento técnico especializado, e a gestão de dados, análise de riscos e planos de ação para o enfrentamento de mudanças climáticas foram temas de reunião ampliada da Comissão de Meio Ambiente, realizada nesta quinta-feira (16).

O encontro contou com a coordenação do presidente do colegiado, deputado Marquito (Psol), que abriu espaços para a engenheira florestal Elizangela Bortoluzzi, do Crea-SC, e para a representante institucional do Iclei (Governanças Locais pela Sustentabilidade), jornalista Cibele Carneiro, que abordou o trabalho conjunto desenvolvido por 17 municípios do Médio Vale do Itajaí, com apoio do BRDE.

Arborização para o futuro das cidades
Elizangela apresentou o Manual de Boas Práticas na Arborização Urbana em Municípios Brasileiros – “A Engenharia das Infraestruturas Verdes para a Sustentabilidade e Resiliência às Mudanças Climáticas”, organizado pelo Sistema Confea/Crea e a Mútua.

A publicação foi lançada em julho de 2024, e serve como guia para gestores públicos, recomendando a contratação de profissionais habilitados a desenvolver o planejamento da arborização das cidades. Ela e a colega Maria Rosa Cé foram as duas profissionais catarinenses que participaram do projeto nacional do Crea.

A ideia central é que o planejamento adequado de arborização para o futuro da cidade passa por adequações necessárias, inclusive de espécies a serem plantadas, considerando calçadas, placas de sinalização e dutos e tubulações diversas, como as do esgotamento sanitário.

A difusão do plantio de árvores vai ao encontro da melhoria do conforto térmico das cidades e da qualidade do ar, embelezamento das vias e do bem estar social, entre outras vantagens.

“Um profissional habilitado trabalha a seleção das árvores adequadas, valorizando inclusive as espécies nativas, programa acompanhamento, podas corretas e estimula ações que envolvem a sociedade, inclusive para o cuidado com as árvores plantadas”, explica a engenheira florestal, que recebeu elogios do deputado à iniciativa.

“Sabemos que muitos municípios têm déficit de arborização e falta de planejamento, daí a importância da profissionalização dos processos de arborização urbana”, reforçou Marquito.

Esforço conjunto no Médio Vale
Já o trabalho desenvolvido pelo Iclei no Médio Vale do Itajaí vem sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de aproximadamente 20 profissionais, com financiamento do BRDE a fundo perdido. A ação de planejamento será desenvolvida até 2027, com o envolvimento de 17 cidades que integram a Associação dos Municípios do Vale Europeu (AMVE) e o Consórcio Intermunicipal do Médio Vale do Itajaí (Cimvi).

A ação visa a adequação a práticas de conformidade climática, com o objetivo de envolver as governanças municipais com estratégias de mitigação, adaptação e gestão de riscos frente às mudanças climáticas, visando defesa das comunidades e da biodiversidade.

Cibele explicou que a Iclei atua em 130 países com o envolvimento de 2,7 mil governos municipais ou subnacionais. A entidade tem 20 escritórios globais e surgiu dentro da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, atuando em fóruns multilaterais, como deve acontecer na COP30.

Em Santa Catarina, conta com a participação associativa do governo estadual e das prefeituras de Florianópolis e Blumenau.

As ações para a coleta de dados e espaços executivos e deliberativos envolvem os municípios para a elaboração de um plano de ação climática, que poderá render benefícios coletivos ou para cada prefeitura, inclusive para captar recursos de financiamentos a projetos que envolvam ações voltadas ao meio ambiente e enfrentamento de catástrofes, como para o fortalecimento da Defesa Civil.

Os estudos pretendem avaliar áreas de risco, como as passíveis de deslizamentos e inundações, estimular ações para mitigar ondas de calor e até endemias, como a proliferação do Aedes Aegypti, vetor da dengue.

Marquito, nesse sentido, valorizou “o exemplo associativo entre os municípios”, e disse que deve ser referência para outras regiões catarinenses que também devem se organizar. “O planejamento ambiental adequado hoje é condição necessária para obter recursos de financiamentos a projetos públicos”, observou a representante do Iclei.


Perguntas Frequentes

O que foi debatido na reunião da Comissão de Meio Ambiente?
Boas práticas de arborização urbana com suporte técnico e um projeto regional de gestão de dados climáticos para mitigação e adaptação a riscos no Médio Vale do Itajaí.

Quem apresentou o guia de arborização urbana?
A engenheira florestal Elizangela Bortoluzzi (Crea-SC) apresentou o “Manual de Boas Práticas na Arborização Urbana em Municípios Brasileiros”, organizado pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.

Por que planejar a arborização com profissionais habilitados?
Para selecionar espécies adequadas (preferindo nativas), evitar conflitos com calçadas, sinalização e redes subterrâneas/aéreas, programar podas corretas e engajar a comunidade no cuidado com as árvores.

O que é o projeto climático do Médio Vale do Itajaí?
Iniciativa do Iclei com apoio do BRDE (a fundo perdido) envolvendo 17 municípios da AMVE/CIMVI até 2027, focada em coleta de dados, análise de riscos e plano de ação climática para captar recursos e fortalecer a Defesa Civil.

Quais riscos e benefícios o plano pretende endereçar?
Identificar áreas sujeitas a deslizamentos e inundações, mitigar ondas de calor e endemias (como dengue), melhorar o conforto térmico urbano e a qualidade do ar, e aumentar a resiliência das cidades.


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