
Semana Estadual da Agricultura Familiar é aprovada
A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade, na manhã desta terça-feira (7), o Projeto de Lei (PL) 555/2025, de autoria do deputado Adilson Girardi (MDB), que institui a Semana Estadual da Agricultura Familiar em Santa Catarina.
Conforme a proposta, a celebração ocorrerá anualmente na semana de 25 de julho, em referência ao Dia Internacional da Agricultura Familiar. O relator da matéria, deputado Camilo Martins (Podemos), apresentou parecer favorável, que foi acolhido por todos os integrantes do colegiado.
O texto também recebeu emenda modificativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), relatada pelo deputado Volnei Weber (MDB), e segue agora para votação em Plenário.
Durante a reunião, os parlamentares também aprovaram três requerimentos, entre eles o que propõe a realização de uma audiência pública — ainda sem data definida — para debater o plantio de terras indígenas com o uso de sementes transgênicas.
“Tarifaço” americano preocupa setor produtivo catarinense
Outro tema em destaque na reunião foi o impacto da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. Representando a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Maria Tereza Bustamantê apresentou um panorama da situação e as ações da entidade para mitigar os efeitos do chamado “tarifaço” no setor produtivo catarinense.
Segundo dados do Observatório Fiesc, em setembro as vendas catarinenses para o mercado norte-americano registraram queda de 55% em relação ao mesmo mês de 2024, totalizando US$ 78,7 milhões. Essa retração derrubou o desempenho geral das exportações do Estado, que somaram US$ 1,06 bilhão, com redução de 1,24% no período.
Os setores mais afetados foram o de peças de motor (-57,1%), móveis (-14,5%) e motores elétricos (-11,9%). Em contrapartida, houve aumento nas exportações de soja (+21,2%), carne suína (+19,1%) e carne de aves (+8,5%).
A Fiesc estima que o impacto das tarifas possa gerar perdas de até R$ 1,2 bilhão no PIB catarinense e eliminação de 20 mil empregos no curto e médio prazos, afetando especialmente os setores de madeira e móveis, mais dependentes do mercado americano.
Bustamantê destacou que a federação lançou o programa “desTarifaço”, com ações de consultoria, suporte ao crédito e capacitação para empresas exportadoras. “A Fiesc também busca interlocução com o governo federal e incentiva os empresários a diversificarem seus mercados”, explicou.
Ela avaliou positivamente o diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump sobre o tema e informou que o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, participa em Brasília de reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para tratar do assunto. “Estamos confiantes”, afirmou.
A explanação da representante da Fiesc foi elogiada pelos parlamentares, que destacaram a importância do acompanhamento da entidade diante dos desafios impostos pelo cenário internacional.
Perguntas Frequentes
1) O que é a Semana Estadual da Agricultura Familiar?
Data oficial na semana de 25 de julho para valorizar agricultores familiares em SC, com eventos e ações de conscientização.
2) O que é o “tarifaço” americano?
Sobretaxa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros, reduzindo exportações catarinenses e pressionando setores industriais.
3) Quais setores mais sentiram o impacto?
Peças de motor, móveis e motores elétricos; houve alta em soja, carne suína e de aves.

