Comunicação

Seminário “Inclusão Sem Barreiras” reúne 600 pessoas em São Ludgero


Evento promovido pela Alesc e Apae debate práticas inclusivas na educação e no convívio social

Alexandre Back
29/08/2025 - 20h00min

O seminário aconteceu no Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann, em São Ludgero.

O seminário aconteceu no Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann, em São Ludgero.

FOTO: Rodrigo Correa/Agência AL

Ações para promover equidade e inclusão
Cerca de 600 pessoas participaram, nesta sexta-feira (29), da 3ª edição do seminário “Inclusão Sem Barreiras: Construindo Equidade para Todos”, realizado em São Ludgero. O evento aconteceu no Centro Cultural Multiuso Dimas Schlickmann, reunindo profissionais da educação, saúde e assistência social, estudantes, representantes de entidades e familiares de pessoas com deficiência.

A iniciativa é da Assembleia Legislativa, por meio da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo, com o objetivo de promover reflexões e o compartilhamento de práticas inclusivas, principalmente no ambiente escolar.

Importância das Apaes no processo de inclusão
Durante a abertura, o deputado Volnei Weber (MDB) destacou a atuação das Apaes no resgate da dignidade e da participação social das pessoas com deficiência. “Essas pessoas eram escondidas da sociedade. Foi por meio das Apaes que passaram a ser valorizadas e a ter oportunidade de bem-estar”, disse o parlamentar.

O presidente da Apae de São Ludgero, Silvio Schlickmann, reforçou que o seminário ajuda a levar a palavra “inclusão” para fora das instituições. “É uma palavra muito bonita, muito falada, mas ainda pouco praticada. Precisamos quebrar barreiras e efetivar os direitos das pessoas com deficiência”, afirmou.

O prefeito de São Ludgero, Paulo Sérgio Lorenzetti (PL), também destacou a relevância do evento para a formação de profissionais e familiares. “A inclusão social ainda enfrenta barreiras. Por isso, é fundamental trazer conhecimento e estratégias para aqueles que convivem com essa realidade.”

Práticas inclusivas e transtornos do neurodesenvolvimento
No período da manhã, a psicopedagoga e escritora Luciana Mota Dias Brites abordou os desafios da inclusão escolar de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e deficiência intelectual. Segundo ela, a falta de preparo dos profissionais ainda é uma barreira significativa.

“Eventos como esse auxiliam toda a rede escolar. Entender os transtornos ajuda a promover uma inclusão efetiva, principalmente porque essa é uma demanda crescente nas escolas”, ressaltou.

Ensino estruturado e estratégias baseadas em evidências
À tarde, a pedagoga e mestre em Educação Fabiana de Melo Giacomini Garcez apresentou práticas pedagógicas voltadas a estudantes com autismo, como ensino estruturado, uso de programadores visuais e reforçadores.

“Essas estratégias permitem compreender o funcionamento do cérebro do estudante autista e atuar preventivamente em relação a comportamentos inadequados”, explicou.

Educação inclusiva sem deixar ninguém para trás
O encerramento ficou por conta de Guilherme de Almeida Prazeres, autista, mestre em Educação e presidente da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas. Ele falou sobre educação inclusiva em São Ludgero e defendeu o uso do Design Universal de Aprendizagem (DUA).

Segundo ele, essa abordagem não beneficia apenas o público da educação especial, mas todos os estudantes. “Ela contempla também alunos da zona rural, quilombolas, indígenas ou qualquer criança que enfrente desafios de aprendizagem.”

Prazeres finalizou com uma reflexão provocadora: “Muitas vezes, não é a criança que tem desafios de aprendizagem, mas o professor que tem desafios de ‘ensinagem’. Daí a importância fundamental de formações como esta.”

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias