Comissão de Finanças aprova projeto que trata sobre ações do Plano de Ajuste Fiscal


24/10/2023 - 20h46min

Deputado Miotto foi favorável à aprovação do projeto

Deputado Miotto foi favorável à aprovação do projeto

FOTO: Solon Soares/Agência AL

A Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa aprovou, com um voto contrário, o Projeto de Lei (PL) 305/2023, de autoria do governo do Estado. O colegiado se reuniu na manhã desta terça-feira (24) para apreciar a matéria.

O PL altera seis leis de natureza tributária, com o objetivo de operacionalizar o ajuste fiscal anunciado pelo governo estadual no começo do ano, colocando em prática as ações do Plano de Ajuste Fiscal de Santa Catarina (Pafisc). Conforme a Secretaria de Estado da Fazenda, com a aprovação do projeto, a expectativa é garantir, ao menos, R$ 265 milhões a mais, por ano, nos cofres públicos, sem aumento de alíquotas ou criação de novos impostos.

O deputado Jair Miotto (União), que é membro da Comissão de Finanças, votou pela aprovação do PL. A proposta tem pontos centrais, entre eles:

– atualização monetária dos valores de taxas estaduais;

– incidência de encargos moratórios nas multas punitivas;

– atribuição de responsabilidade tributária para os intermediadores de negócios e serviços (marketplaces);

– alterações no regime do devedor contumaz;

– extinção de taxa cobrada para a abertura de empresas.

“Alguns pontos estavam sendo analisados, como autorizar o Poder Executivo a fazer o reajuste das taxas, anualmente, no teto máximo da inflação; coibir o aumento considerável do devedor contumaz, aquele que atrasa, costumeiramente, o recolhimento de impostos; e também fazer ajustes na aplicação de multas e cobranças de juros. Mas, a maioria dos membros da Comissão entendeu que são situações pertinentes e o texto original foi aprovado, com um voto contrário, sem a inclusão de emendas propostas”, recorda o deputado Miotto.

O Plano de AJjuste Fiscal de SAanta Catarina
O Pafisc estabeleceu as medidas a serem tomadas para o incremento de receitas, que foram classificadas de acordo com três pilares:

1) revisão de benefícios fiscais;

2) adoção de novas medidas que promovam o ingresso de novas receitas no Tesouro Estadual e otimizem a arrecadação;

3) desburocratização das obrigações acessórias por parte dos contribuintes, a fim de facilitar o empreendedorismo.

Para a efetivação de algumas das medidas anunciadas, são necessárias alterações legislativas, que são trazidas pelo PL aprovado na Comissão de Finanças. No pilar do ingresso de novas receitas e otimização da arrecadação, são necessárias modificações legais para: alterações no regime do devedor contumaz; atualização monetária do valor das taxas; incidência de encargos moratórios nas multas punitivas; e atribuição de responsabilidade tributária para os intermediadores de negócios e serviços, os chamados “marketplaces”.

Ademais, no pilar da desburocratização das obrigações acessórias, é necessária alteração legal para extinção da taxa atualmente cobrada para abertura de empresas (taxa de registro no cadastro de contribuintes).

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