
O deputado Fabiano da Luz (PT) fez duras críticas às decisões do Congresso Nacional esta semana, que, segundo ele, prioriza pautas que “têm preço, mas não têm valor”, em detrimento de projetos que realmente beneficiariam a população brasileira.
Fabiano destacou que temas fundamentais, como o projeto social da energia, a isenção do Imposto de Renda e a PEC da segurança pública, são deixados de lado, enquanto avançam propostas como a PEC da Blindagem, a anistia e o chamado orçamento secreto.
Sobre a anistia, aprovada em regime de urgência, o parlamentar fez um alerta:
“Esse projeto cria um precedente gravíssimo. Significa que candidatos que perderem eleições poderão organizar atos violentos, invadir prédios públicos, depredar patrimônio e até planejar matar quem se elegeu e ainda assim ficar impunes. Isso é um desrespeito à democracia e um estímulo à violência política”, afirmou.
Na mesma linha, Fabiano criticou a PEC da Blindagem que, em suas palavras, transforma criminosos eleitos em cidadãos intocáveis.
“Se alguém se elege mesmo sendo traficante ou bandido, passa a ser protegido, não podendo ser investigado ou responsabilizado. É um absurdo completo, um tapa na cara do povo brasileiro”, disse.
O deputado também condenou o orçamento secreto, que segue sob questionamento no Supremo Tribunal Federal. Ele destacou que, enquanto emendas parlamentares estaduais têm destinação transparente e exigem documentação de entidades públicas ou sociais, na Câmara, o orçamento é secreto, o destino é oculto e ninguém pode investigar.
“É dinheiro público sem controle. Ninguém sabe para onde vai, se é para comprar armas, se é para tráfico, é dinheiro público indo para onde ninguém sabe para onde foi, no bolso de quem foi. O ministro Flávio Dino tem razão em tentar barrar essa prática. Se o dinheiro é do povo, do contribuinte, deve haver transparência”, reforçou.
Fabiano ainda classificou como “a maior vergonha da semana” a escolha do deputado federal Eduardo Bolsonaro como líder da minoria na Câmara, inclusive com a renúncia de uma deputada catarinense.
“Está desde março nos Estados Unidos, sem trabalhar, recebendo salário público, conspirando contra o Brasil e induzindo o governo americano a criar taxas e sanções contra empresas brasileiras. Se fosse o filho de um outro presidente da República tendo uma atitude criminosa contra o país, não estariam só pensando um caçar o mandato, estariam defendendo pena de morte, mas como é o “Bananinha”, aí o protegem”, criticou.
Juliana Wilke
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