A morte do catarinense João Batista Rita, seqüestrado e torturado durante o regime militar, vai ser investigada pela Comissão Nacional da Verdade, que apura violações de direitos humanos ocorridas no Brasil entre 1946 e 1988. O pedido foi feito pelo Coletivo Memória Catarinense que prepara também dossiês sobre os casos de outros quatro presos políticos de Santa Catarina. Segundo a coordenadora do coletivo, Derlei Catarina De Luca, o livro “Memórias de uma guerra suja”, do delegado da polícia federal Cláudio Guerra, revelou fatos novos sobre a morte de João Batista Rita.
A história do catarinense também será contada em um documentário da TV Brasil que vai abordar a “Operação Condor”. Sabrina Schultz, mestranda em sociologia política na Universidade Federal de Santa Catarina, reuniu e analisou documentos sobre esta operação e conta como o regime atuava.
Nesta terça feira (28) a OAB de Santa Catarina começa a ouvir depoimentos dos familiares das pessoas mortas, desaparecidas e torturadas durante a ditadura militar. Os depoimentos serão acompanhados pelo Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça.
NARA CORDEIRO