Comunicação

Lei define regras para grupos reflexivos de autores de violência contra a mulher


Ludmilla Gadotti
21/09/2026 - 07h00min

Só neste ano, entre os meses de janeiro e agosto, Santa Catarina registrou 38 feminicídios. No mesmo período, foram pedidas mais de 22 mil medidas protetivas. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública e do Tribunal de Justiça, reunidos no Observatório da Violência contra a Mulher, mantido pela Alesc.

Para ajudar a mudar essa realidade, uma nova lei estadual fortalece uma estratégia de prevenção a esse tipo de crime. A norma aprovada pela Assembleia Legislativa define regras para a criação de programas reflexivos e de responsabilização para autores de violência doméstica e familiar. 

O objetivo é estimular a compreensão sobre a relação entre padrões culturais de masculinidade e comportamentos violentos. Nos encontros são debatidos temas como machismo, poder e abusos. Nesse processo de reflexão, os homens têm a oportunidade de dialogar, entender seus atos e assumir a responsabilidade por eles. Assim, podem se reeducar, mudar sua conduta, a forma como se relacionam.

Entrevista com:
– Ricardo Bortoli, professor do Departamento de Serviço Social da Furb, pesquisador de violências de gênero e facilitador de grupos reflexivos para homens há mais de 20 anos no município de Blumenau.

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