Dona Maria Teixeira é aposentada e mora em São João Batista, município do Vale do Rio Tijucas que pela terceira vez irá passar por uma votação biométrica – aquele em que o eleitor colocar sua digital para confirmar a identidade. Dona Maria já participou das outras eleições da cidade, mas decidiu comparecer à simulação realizada nesse fim de semana para treinar e não errar no dia da votação.
A simulação de votação com urna eletrônica é realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral em diversas cidades do país e são destinadas aos servidores da Justiça Eleitoral. Já em São João Batista, como a eleição conta com terminais biométricos, o TRE abriu a simulação para 1.516 eleitores de cinco seções. Seu Adelar Bauer foi um dos voluntários. Ele é idoso e tem as linhas das mão e dedos gastas pelo tempo. Por isso, o sistema teve dificuldade em identificar suas digitais. Os mesários tentaram reconhecer três vezes o polegar e o indicador de cada mão do aposentado. Foram 12 tentativas. Como o procedimento não foi bem sucedido, o presidente de mesa liberou o eleitor para a urna. Seu Adelar disse que na última eleição, passou pelo mesmo problema.
Quando as digitais não são reconhecidas pelo sistema biométrico de votação, o presidente de mesa terá que coloca sua própria digital para liberar o eleitor. O presidente de mesa também terá que fazer o reconhecimento pela foto do sistema, já que não o sistema biométrico não obriga a apresentação de documento com foto no dia da votação. Ainda assim, a chefe de cartório da 53a Zona Eleitoral, Rosiane de Souza Catarina, explica que a falha da leitura das digitais gira em torno de 7% e que pode acontecer em decorrência dos mesários. Para isso, será feito um treinamento exclusivo para eles antes da eleição.
JULIANA BASSETTI