Comunicação

Turvo debate a inclusão e rede de apoio à síndrome de Down e autismo


28/06/2024 - 20h30min

Evento foi promovido pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Turvo, no Sul do estado

Evento foi promovido pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Turvo, no Sul do estado

FOTO: Solon Soares/Agência AL

A inclusão social de pacientes com síndrome de Down e transtorno do espectro autista (TEA), além do fortalecimento da rede de apoio a essas pessoas e seus familiares, foram discutidos em seminário regional sobre o tema, realizado em Turvo, no Sul de Santa Catarina. O evento foi realizado nesta sexta-feira (28) pela Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Assembleia Legislativa, no Centro de Eventos Professora Iria Angeloni Carlessi.

O encontro teve início com apresentação cultural do grupo de dança da Apae de Sombrio, que mostrou o talento e a inclusão de pessoas com deficiência. O seminário foi proposto pelo deputado José Milton Scheffer (PP), vice-presidente da comissão da Alesc. O parlamentar destacou que o objetivo é promover o debate e trazer novas informações sobre o tema.

“É uma oportunidade que a Assembleia disponibiliza para que as pessoas possam buscar mais conhecimento sobre o tema”, afirmou Scheffer. “Nessa área da inclusão, a informação e o conhecimento são ferramentas importantes para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares.”

A programação contou com mesa redonda, palestras interativas e um painel sobre a rede de apoio com foco no bem-estar das famílias e das pessoas com a síndrome. O evento reuniu mais de 400 pessoas, entre elas Flaviana Rocho, mãe de um menino com autismo. Para ela, o seminário abre a possibilidade de novos caminhos para as pessoas com deficiência e seus familiares.

“Meu filho não se comunica e eu tenho que achar meios para que ele se comunique, que ele participe. E esse seminário abre a possibilidade da gente conversar sobre essas necessidades para que eles possam realmente ser incluídos, possam participar da escola, da sociedade”, acredita.

Uma das atividades do seminário, o painel sobre a incidência de um diagnóstico duplo foi apresentado pela neurocientista Fabiele Baldino Russo, pesquisadora em autismo. Ela ressaltou que a cada quatro crianças com síndrome de Down, uma deve receber o diagnóstico do espectro autista.

“O grande desafio é o diagnóstico precoce do autismo em pessoas com Down. Por conta de se culpar o atraso no desenvolvimento pela síndrome ou pela deficiência intelectual, a intervenção precoce no autismo, que é importante, não acontece. Por isso, temos que ficar muito atentos aos sinais do autismo para iniciar essa intervenção o quanto antes”, explicou a pesquisadora.

A rede de apoio, considerada fundamental para o desenvolvimento e bem-estar das famílias e de pessoas com a síndrome e TEA, foi o tema da palestra da fisioterapeuta e coordenadora da Associação Amor Pra Down, Sandra Mara Martins Severino. Ela explicou como funciona a rede, que tem unidades em Balneário Camboriú e Itajaí.

“A rede de apoio é a base. Se a família recebe o diagnóstico, ela precisa desse apoio. Essa rede é muito ampla, pode ser a escola, uma associação”, explicou Sandra. “No caso da nossa associação, as famílias nos procuram e nós as orientamos sobre o que é a síndrome, sobre as possibilidades que a família têm e que as crianças terão futuramente. O quanto antes ocorrer essa procura, melhor.”

(Com informações da Rádio AL)

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