
“Insuficiente, minúsculo, cruel, covarde e desumano” foram as definições da deputada Luciane Carminatti (PT) para o auxílio emergencial que o governo federal vai pagar este ano, em quatro parcelas, de R$ 250, em média. “Valor menor, por menos tempo, e que beneficia menos pessoas, num momento de agravamento da pandemia, em que aumentam as restrições ao trabalho e os preços dos alimentos e combustíveis! Só um governo genocida para propor isso!”, criticou nesta quarta-feira (24) na sessão plenária da Alesc.
Segundo ela, o Partido dos Trabalhadores vai continuar lutando no Congresso Nacional pelo benefício de R$ 600 até o fim da pandemia, auxílio para micro e pequenas empresas que mais empregam e para que o governo fiscalize e cobre com rigor as atividades que funcionam durante a pandemia, para que respeitem as medidas de segurança sanitária.
O valor proposto, afirmou Luciane, significa R$ 2 por dia para uma família de quatro pessoas, o que não é capaz de garantir comida na mesa do povo brasileiro em um momento de crise do emprego e alta da inflação dos alimentos. “Olhem para uma nota de R$ 2 e imaginem como é que um pai e uma mãe vão passar o mês com dois filhos no pico da pandemia, onde se acumulam tragédias e se perde a esperança de que os familiares e trabalhadores serão vacinados antes de adoecerem.”
Neste ano, 45 milhões de pessoas vão receber o benefício, 22 milhões a menos que no ano passado, mesmo com o Brasil completando um ano de pandemia da Covid-19 com recordes de casos e mortes e com a economia em frangalhos.
“Esse auxílio emergencial do Bolsonaro chega com quatro meses de atraso, com valor bem menor, atendendo bem menos pessoas e com uma Medida Provisória que podia ter sido editada em dezembro de 2020.” A deputada lembra também que não há nenhum aceno para o setor produtivo. “O País está em guerra e o governo promovendo uma combinação caótica de falta de rigor e eficiência no combate à pandemia e falta de atenção econômica ao seu povo.”
Em Santa Catarina
Em Santa Catarina, a Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Único de Assistência Social, e o Comitê SUAS/Covid-19 em defesa da vida, coordenados pela deputada Luciane, estão na luta por um auxílio-emergencial que venha do governo estadual, não somente para atender a população mais vulnerável, que mais precisa, como também para permitir minimamente que as pessoas reduzam a circulação e, com isso, a transmissão do coronavírus.
Mas, disse Luciane, na contramão de toda essa necessidade, o governo estadual afirma que SC não precisa de auxílio-emergencial porque vive o pleno emprego. “Às vezes eu me pergunto em que lugar nossas autoridades andam e circulam e percebem os problemas. Vivemos no Estado onde tem cerca de 350 pessoas agonizando na fila à espera de um leito de UTI sem prazo para conseguir. Vivemos em municípios onde nos mercados o preço da comida está 30% mais cara.”
Juliana Wilke
Assessoria Coletiva | Bancada do PT na Alesc | 48 3221 2824 bancadaptsc@gmail.com
Twitter: @PTnoparlamento | Facebook: PT no Parlamento

