Padre Pedro quer sustar regulamentação do canabidiol no SUS para ter acesso mais amplo


26/08/2025 - 16h03min

Padre Pedro participou de audiência pública que tratou do uso da cannabis medicinal no tratamento de doenças crônicas

Padre Pedro participou de audiência pública que tratou do uso da cannabis medicinal no tratamento de doenças crônicas

FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

Um projeto de lei do deputado Padre Pedro Baldissera (PT) quer sustar a regulamentação da lei estadual que determina a distribuição gratuita pelo SUS de medicamentos a base de canabidiol para que mais pessoas tenham acesso ao produto. O parlamentar participou na noite desta segunda-feira (25) de audiência pública promovida pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

“Precisamos fazer com que esse remédio chegue a todas as pessoas que precisam. Neste sentido, envolver as associações existentes no estado, que já fazem um belíssimo trabalho, vai baratear o canabidiol e possibilitar ao SUS a distribuição em larga escala”, disse Padre Pedro.

“Nós encaminhamos o projeto de lei que susta o decreto do governo do estado que regulamentou a matéria que, infelizmente, limita muito o acesso de quem precisa do canabidiol. Portanto, ingressamos com este projeto de lei para que a gente possa rever essa regulamentação e facilitar para que todos que precisam possam ter o acesso a um medicamento”, disse ainda.

Aprimorar a regulamentação
Padre Pedro lembra que a lei aprovada na Alesc não impõe limites no número de patologias a serem atendidas, por isso é preciso que o governo do estado aprimore a regulamentação. “Nosso compromisso é claro: continuar lutando até que esse direito vire realidade, até que cada pessoa que precisa possa encontrar no SUS o cuidado e o alívio que hoje ainda lhe é negado”, afirmou.

Para implementar os encaminhamentos apontados durante a audiência pública que tratou do uso da cannabis medicinal no tratamento de doenças crônicas, a Alesc deve criar um grupo de trabalho.

Entre outros encaminhamentos discutidos estão o investimento na formação de profissionais para lidar com a cannabis medicinal, a possibilidade de convênios entre o poder público e associações canábicas e a autorização para o cultivo da planta pela agricultura familiar, voltada à produção de medicamentos.

Para Padre Pedro, a regulamentação da lei estadual 19.136/2024, que criou a Política Estadual de Fornecimento Gratuito de Medicamentos à Base de Cannabis, feita por decreto do Executivo em maio, não atende de fato quem precisa do medicamento. “A regulamentação limitou o acesso ao canabidiol ao criar uma equipe de profissionais que vai decidir pelo fornecimento do produto. Isso não é necessário porque a prescrição médica já basta”, disse o deputado.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias