A expectativa de vida das pessoas com deficiência não é idêntica à média daquelas sem deficiência. Segundo o estudo intitulado “Envelhecendo com Deficiência” – publicado pela organização Disabled Peoples International – o processo de envelhecimento ocorre mais precocemente em pessoas com deficiência, seja por razões genéticas, por sobrecarga dos sistemas corporais, ou mesmo pelas adversidades ambientais e sociais que enfrentam durante toda a vida, já que muitas delas vivem em ambientes não inclusivos. De acordo com este estudo, a osteoporose, por exemplo, afeta quase 70% das pessoas que apresentam limitação de mobilidade. Outro ponto apontado estudo mostra que cerca de 80% daquelas que tiveram poliomielite apresentam na maturidade a “síndrome pós-pólio”, que, além de causar dor e fadiga excessiva, interfere significativamente em sua mobilidade.
Pensando nisso, o deputado José Nei Ascari (PSD), que também é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, propôs um projeto de lei que considera idosa, para efeitos legais, a pessoa com mais de 45 anos e que tenha alguma deficiência. Nei Ascari fala da importância do projeto.