Comunicação

Alesc aprova propostas que regulamentam as emendas parlamentares impositivas


PEC e projeto aprovados pela Alesc regulamentam execução e fiscalização das emendas parlamentares.

Marcelo Espinoza
20/05/2026 - 16h01min

Plenário da Alesc, durante a votação das proposições, na tarde desta quarta-feira (20)

Plenário da Alesc, durante a votação das proposições, na tarde desta quarta-feira (20)

FOTO: Daniel Conzi/Agência Alesc

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Propostas aprovadas em Plenário

O Plenário da Alesc aprovou na tarde desta quarta-feira (20) uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar (PLC) que visam regulamentar o pagamento das emendas parlamentares impositivas com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PEC (nº 2/2026) será promulgada pela Mesa da Alesc, enquanto o PLC (nº 14/2026) será encaminhado para sanção do governador.

As duas matérias foram encaminhadas à Alesc na última terça-feira (19) pelo Poder Executivo. A PEC teve sua admissibilidade acatada em Plenário na manhã desta quarta.

No início da tarde, a PEC e o PLC foram analisados e aprovados, de forma conjunta, pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças e Tributação.

Mudanças na Constituição

Conforme os relatores da PEC nas comissões, os deputados Pepê Collaço (PP) e Marcos Vieira (PSDB), a proposta altera dois artigos da Constituição Estadual de 1989 (120 e 120-C) que tratam das emendas parlamentares impositivas.

O objetivo é adaptar o texto constitucional a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, nos termos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854.

De acordo com a decisão, as normas federais sobre emendas impositivas são de reprodução obrigatória nos estados.

As alterações, conforme os relatores, visam garantir a fiscalização da aplicação dos recursos das emendas impositivas ao orçamento de Santa Catarina, além de evitar o desvio de finalidade do dinheiro repassado por meio dessas emendas.

“Sem a presente emenda, o Estado enfrentará um impedimento jurídico insuperável, resultando no bloqueio integral do repasse de emendas parlamentares a partir de 1º de janeiro de 2026, com reais prejuízos aos serviços públicos municipais”, escreve o governo, na justificativa da matéria

Novas regras para emendas

Entre as alterações previstas na PEC, estão:

  • Exigência de plano de trabalho aprovado pelo Executivo para a liberação das emendas
  • Conta específica por emenda parlamentar para a liberação dos recursos
  • Regras quanto à aplicação dos recursos transferidos
  • Dever dos municípios beneficiados de comprovar, junto aos órgãos de controle, a devida aplicação do dinheiro

“A proposta revela-se adequada e oportuna, na medida em que fortalece os mecanismos de transparência ativa controle social e fiscalização dos recursos públicos, promovendo maior segurança jurídica e conformidade institucional às emendas impositivas no orçamento do Estado de Santa Catarina”, afirmam os relatores, no voto da PEC.

Regras para encaminhamento

Já o PLC 14/2026 visa à regulamentação do pagamento das emendas impositivas, com base nas alterações propostas na PEC 2/2026.

No voto conjunto, os relatores apresentaram emenda modificativa com modificações em 12 pontos do texto encaminhado pelo Executivo.

Conforme Marcos Vieira, essas alterações visam aperfeiçoar a técnica legislativa e salvaguardar a execução das emendas.

Entre as mudanças previstas na emenda, está a obrigatoriedade do envio das listas de setores para os quais os deputados poderão encaminhar os recursos na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada para a Alesc no primeiro semestre de cada ano.

“Se acharem necessário, os deputados poderão fazer as alterações nesta lista”, explicou Marcos Vieira.

Caso o Executivo não encaminhe a lista, a Comissão de Finanças e Tributação da Alesc o fará, por meio de projeto de resolução.

Projeto altera regra sobre caixas eletrônicos

O Plenário da Alesc também aprovou o Projeto de Lei (PL) 674/2025, do deputado Matheus Cadorin (Novo), que revoga o artigo 7º da Lei 12.573/2003, que dispõe sobre o atendimento ao consumidor nos caixas eletrônicos.

O objetivo do projeto é acabar com a obrigação das instituições bancárias em disponibilizarem aparelho telefônico, habilitado, em lugar visível, para que os usuários que se sentirem prejudicados possam efetuar reclamação junto à fundação de proteção e defesa do consumidor.

Para o autor, tal obrigação se tornou “obsoleta diante da universalização do acesso a celulares no Brasil, com a maioria da população já utilizando dispositivos móveis com internet para se comunicar com os bancos”.

O projeto segue para análise do governador.


ALESC EXPLICA

O que muda com a PEC aprovada pela Alesc?

A proposta cria novas exigências para execução das emendas parlamentares, incluindo plano de trabalho, conta específica para recursos e prestação de contas aos órgãos de controle.

Por que as mudanças foram propostas?

As alterações atendem decisão do STF e buscam ampliar mecanismos de fiscalização, transparência e controle dos recursos públicos.

O que acontece agora com as propostas?

A PEC será promulgada pela Mesa da Alesc e o PLC seguirá para sanção do governador.


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