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Projeto “Lei Orelha” é aprovado na Alesc com multas mais severas para maus-tratos contra animais


Proposta aumenta penalidades administrativas, responsabiliza tutores legais em casos envolvendo menores e homenageia cão comunitário morto após agressões em Florianópolis.

Marcelo Espinoza
10/06/2026 - 15h50min

Proposta aumenta valores de multas e responsabiliza pais ou responsáveis, quando maus-tratos forem cometidos por menores de idade

Proposta aumenta valores de multas e responsabiliza pais ou responsáveis, quando maus-tratos forem cometidos por menores de idade

FOTO: Rodrigo Corrêa/Agência Alesc

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Lei Orelha é aprovada

A Alesc aprovou na sessão ordinária da tarde desta quarta-feira (10) o projeto de lei (PL) que visa aumentar as penalidades administrativas nos casos de maus-tratos cometidos contra animais em Santa Catarina.

A iniciativa, prevista no PL 10/2026, de autoria do deputado Mário Motta (PSD), ainda passará pela votação da Redação Final antes de ser encaminhada para a análise do governador.

Penalidades mais severas

A proposta, definida como “Lei Orelha”, altera os artigos 27 e 32 do Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 12.854/2003) com o objetivo principal de responsabilizar diretamente pais, tutores ou responsáveis legais quando as infrações forem cometidas por menores de idade ou pessoas incapazes.

Ela também endurece as punições financeiras ao estabelecer agravantes que multiplicam o valor das multas.

Em casos de lesão grave, o montante é dobrado, enquanto a morte do animal faz com que a penalidade seja triplicada.

Além disso, a comprovação de crueldade extrema passa a ser um fator determinante para elevar o cálculo da sanção administrativa.

Caso Orelha

O projeto leva o nome de Orelha, um cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis (SC), que foi encontrado gravemente ferido e submetido à eutanásia, em janeiro deste ano.

Nas investigações, a Polícia Civil apontou adolescentes como os responsáveis pelas agressões, mas o caso foi arquivado pelo Tribunal de Justiça (TJSC), após recomendação do Ministério Público Estadual (MPSC).

O caso é tema de um requerimento para constituição de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), também de autoria do deputado Mário Motta.

Museu em Mafra

Os deputados também aprovaram o PL 495/2023, de autoria de Rodrigo Minotto (PDT), que cria o Museu Barão de Antonina, no município de Mafra, no Planalto Norte.

O objetivo é reconhecer a importância do espaço cultural para a preservação da memória e da identidade regional.

De acordo com a matéria, a iniciativa surgiu a partir de uma proposta apresentada pelos deputados da EEB Barão de Antonina, de Mafra, que participaram do Programa Parlamento Jovem da Alesc, e reforça o papel do museu como instrumento de valorização histórica, educação patrimonial e promoção do turismo cultural no município.

Cultura Norte e Nordeste

Foi aprovado ainda PL 749/2025, do deputado Sérgio Motta (Republicanos), que institui 12 de outubro como o Dia Estadual da Valorização da Cultura Norte e Nordeste.

Conforme o texto, o intuito é valorizar, reconhecer e difundir a cultura dessas duas regiões do Brasil, das quais vieram boa parte dos migrantes que mudaram para Santa Catarina nos últimos anos.


ALESC EXPLICA

O que é um cão comunitário?

É um animal que vive em uma comunidade e recebe cuidados coletivos de moradores, comerciantes ou protetores.

O que é a Redação Final de um projeto?

É a etapa legislativa em que o texto aprovado passa por revisão técnica antes do envio para sanção ou promulgação.

O que é uma CPI?

A Comissão Parlamentar de Inquérito é um instrumento utilizado pelo Poder Legislativo para investigar fatos determinados de interesse público.

O que é o Código Estadual de Proteção aos Animais?

É a legislação catarinense que reúne normas voltadas à proteção, defesa e bem-estar dos animais.


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